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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Séries de TV - Lie To Me



Interessante série da Fox, onde o Dr. Cal Lightman (interessante jogo com o nome) é interpretado por Tim Roth, seu personagem é um especialista em expressões humanas o que o torna apto a perceber mentiras e verdades.


Gosto muito do personagem construído por Tim Roth, ele opta por uma interpretação de composição ao invés do tradicional naturalismo "strasberg/adler", sem contanto carregar demais na dose. Legal observar reações ou máscaras faciais quase animalescas em determinados momentos.




Este é o segundo episódio da série e o escolhi particularmente por momentos de sua atuação que gostei muito. Ele tem um tom fino de ironia, além de sempre nos surpreender com atitudes não convencionais, ou pelo menos não esperadas numa série televisiva.


@cajuínas
Paulo Siqueira
www.cajuinas.blogspot.com

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Séries de TV - Wilfred

A FX (canal da Fox) lança uma nova série de comédia Wilfred, criada por Jason Gann (o própio Wilfre - o sujeito vestido de cachorro de pelúcia na foto) e Adam Zwar estrelando o eterno Frodo,  Elijah Wood (como Ryan).



O enredo é simples, um sujeito com uma vidinha simplória, que segue uma profissão escolhida pelo pai e é dominado pela irmã, tenta se suicidar. A tentativa não dá certo e como efeito colateral, ele começa a ver o cachorro de estimação da vizinha, o nosso Wilfred, como um sujeito vestido de cachorro de pelúcia, com quem mantém uma realção de amizade filosófica e fica fumando maconha.

Uma série totalmente non sense, muito engraçada, na qual o cachorro é meio filósofo, mas com uma mentalidade canina. Gostei da ousadia da produção e do canal. estamos em uma nova época das comunicações de massa, os produtores de conteúdo têm que se adaptar e mais ainda, se antecipar ao público, e isto implica em correr riscos.

Abaixo o programa piloto, ou programa zero.



Vale uma referência pra direção musical, excelente, consegue conduzir bem o clima, assim como a fotografia e claro as atuações engraçadíssimas.


@cajuínas
www.cajuinas.blogspot.com
Paulo Siqueira


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Programa Nacional do PPS junho 2011

Mais um trabalho da rapaziada daqui da Ópera Prima


Todo mundo acordando às 3:00 da manhã e indo dormir lá pra meia-noite. O couro comeu, mas valeu a pena.
Um grande abraço à toda equipe que realizou um trabalho fantástico.

@cajuínas
Paulo Siqueira
www.cajuinas.blogspot.com

terça-feira, 25 de maio de 2010

Web séries - Flying Kebab


Muito bacana essa web série do Matheus Siqueira (até onde sei, não é meu parente). Um jovem fotógrafo, recebe uma carta em árabe que ele não sabe, lógico, ler e descobre que é de uma tia que lhe deixou uma herança no Líbano. Só que ele não sabe que herança é essa. Nosso herói parte então para o Líbano em busca de sua herança com um anão de jardim na mochila (não me perguntem pra que...) e passa por várias aventuras. Muito legal e bem feito. Não sei com que recurso eles fazem, mas sei que a equipe é mínima.

Parabéns pra galera.

#1 Flying Kebab - Pilot from Matheus Siqueira on Vimeo.
When a letter in Arabic from a distant aunt gets in Nando's hands, he thrusts himself in the search of an unknown inheritance.

Follow the episodes on http://flyingkebab.com


#2 Flying Kebab [es] - Las cosas que hago por ti nena from Matheus Siqueira on Vimeo.



#3 Flying Kebab [es] - Cuarenta por ciento from Matheus Siqueira on Vimeo.



#4 Flying Kebab - There's something about auntie Georgette from Matheus Siqueira on Vimeo.
After a couple of closed doors, Nando has an insight on how to find his inheritance through the power of media!

WATCH THE PREVIOUS EPISODES: http://flyingkebab.com
HELP FUNDING THE NEXT: http://www.kickstarter.com/projects/matheussiq8/fly-the-kebab-5


Flying Kebab #5 - Sex Bomb from Matheus Siqueira on Vimeo.
Nando's interview at the radio rewards him the first signature and a surprise that's going to change his adventure.

Watch the previous episodes at: http://flyingkebab.com
Music by Mashrou' Leila: http://www.myspace.com/mashrou3leila
Help support the next episode: http://www.kickstarter.com/projects/matheussiq8/support-flying-kebab-6


Flying Kebab #6 - Kebab Facts from Matheus Siqueira on Vimeo.
After a long time, Nando's days in Lebanon are coming to an end as his visa's is due to expire. He has to work fast and get 4 more signatures before the time runs out.



@cajuínas
Paulo Siqueira

quarta-feira, 5 de maio de 2010

2012 - Onda Zero



Websérie 2012 Onda Zero | Spot #1 from Thiago Neri on Vimeo.
Spot #1 da Websérie 2012 Onda Zero

"Dois jovens... um amor e um fim inevitável"
A primeira série brasileira de ficção científica!

www.2012ondazero.com.br


Onda Zero é uma web-série, feita por uma rapaziada nova, parece ser bem bacana. É uma produção/guerrilha, eles estão lutando pra fazer o segundo episódio. Quem quiser dar uma olhada no site deles, tem algumas informações legais e dá pra acompanhar nas redes sociais e etc.



Eles estão levantando fundos na web, através de uma campanha de arrecadação voluntária.Tem gente que aposta nesse formato de produção web/voluntariado pro futuro, será? Vejamos, mas no money, no honey. Como será o financiamento para que pessoas novas como essa rapaziada, cheias de idéias e energia, possam produzir e nos trazer produtos novos e interessantes, ou não... O lixo também faz parte, correto? E beleza tá nos olhos de quem vê.

De qualquer maneira se queremos usufruir de coisas legais, novas, alguém tem que pagar, não tem cafezinho de graça, e há por outro lado, na internet uma cultura do free. 

O que será que será?

@cajuínas
Paulo Siqueira

sexta-feira, 16 de abril de 2010

De olho na concorrência, Google diz que vai levar o YouTube para a telinha - do Globo on line



Bruno Rosa - Gobo On Line

BUENOS AIRES. Depois do celular, a Google aposta suas fichas na televisão. A gigante da internet trabalha em soluções para integrar o seu site de vídeos YouTube, o mais popular da rede, à TV. A ideia é oferecer uma solução que seja confortável para o usuário. A exibição de eventos ao vivo (chamado de streaming) também faz parte dos planos. E mais: para tornar o site, que exibe mais de um bilhão de vídeos por dia no mundo, rentável, a empresa pretende alugar filmes em sua páginas periodicamente. Um teste nesse sentido foi realizado em janeiro, com filmes que participaram do festival de Sundance.

Segundo o gerente global de Desenvolvimento de Negócios do YouTube, Francisco Varela, a TV é a fronteira final. Hoje, a empresa oferece uma versão de seu site para a TV via parcerias com fabricantes como Sony, LG, Samsung, Panasonic e Philips. Mas, diz Varela, a experiência precisa ser aperfeiçoada.
Ver vídeos na TV e no computador são diferentes experiências
- Ver vídeos na TV e no computador são diferentes experiências. Estamos trabalhando para criar uma experiência que seja consistente. O usuário não quer ficar passando os vídeos com um botão do controle remoto (como se fossem canais). A solução é que o usuário não necessite de esforço. O conteúdo tem quer vir - diz Varela, que participou de evento promovido pela Google na Argentina.
A empresa vem conversando com os principais fabricantes no mundo, como a Vizio, que lançou nos EUA um controle remoto com um teclado embutido. Já na Europa, a Telecom Italia está prestes a lançar um conversor com Flash (que permite a visualização de sites na internet com a tecnologia). Todos os modelos de TV que oferecem a possibilidade de ver o YouTube têm conexão à rede Wi-Fi e um conversor embutido.
Cobrança para ler notícias restritas em sites de mídia
Varela destacou ainda que a empresa está investindo na exibição de vídeos ao vivo:
- Estamos devagar nisso. Mas estamos mais focados em eventos e em esportes.
O YouTube também tenta ir além da tradicional publicidade, na qual empresas criam canais, com informações de seus produtos e filmes de campanhas de marketing. Um desses exemplos foi o aluguel de filmes (video on demand) que participaram do Festival de Sundance:
- É uma forma de deixar o YouTube mais rentável.
A Google está lançando ainda um sistema baseado em target address, permitindo que a lista de amigos saiba o momento exato em que algum conhecido postou um vídeo no YouTube. Além disso, acaba de criar uma versão em 3D (www.youtube.com/3d), prepara o lançamento de uma nova versão, chamada Pluna, para países onde a conexão à internet é ruim. Nessa nova versão, os vídeos têm qualidade inferior. Será lançado em quatro países no fim deste ano.
A pedido da Associação Americana de Jornais, a Google desenvolve no momento um meio de pagamento para permitir que o internauta tenha acesso a notícias em sites com algum tipo de restrição (ou seja, com conteúdo fechado) na web. Por outro lado, a empresa diz que o Google News e o Google Search representam até 30% do tráfego dos sites de notícias.
Rodrigo Paranhos Velloso, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Google para América Latina, diz que a circulação de opiniões é sinônimo da democracia. Segundo o executivo, a Google oferece às empresas de mídia mais oportunidade do que ameaças. O executivo também frisou que, diferentemente das empresas de mídia, a Google não ganha dinheiro, através de anúncios, com as notícias:
-O leitor dedica pouco tempo às notícias na internet. Fica, em média, 70 segundos, contra os cerca de 25 minutos que leva para ler as notícias na versão impressa. O Google News escolhe e seleciona as notícias. Por isso, há um impacto positivo. É mais uma forma de divulgar.
Para o Brasil, meu esforço é colocar o pais no topo da lista de nações que recebem as primeiras versões
De olho no mercado da América Latina, a Google quer lançar até o fim do ano o seu celular, o Nexus One. Por isso, já negocia com as operadoras brasileiras. A meta é oferecer celular com planos de dados mais baratos. Também neste ano, a empresa vai abrir três novos escritórios na região, em países como Peru, Panamá e Costa Rica ou Porto Rico. O Brasil é o líder da região, com 60% dos negócios.
A Google também não descarta aquisições na América Latina, sobretudo no Brasil.
- Estamos olhando as oportunidades. Há opções de compras no Brasil e na região. O Brasil surpreende pelo seu ritmo de crescimento. E, por isso, pode ser um centro de testes para novos produtos, pois há muita aceitação. Para o Brasil, meu esforço é colocar o pais no topo da lista de nações que recebem as primeiras versões - ressaltou Alexandre Hohagen, diretor-geral para América Latina.


@cajuínas

sexta-feira, 5 de março de 2010

Óperação Cinema




O Programa Óperação Cinema, que tem como objetivo mostrar o trabalho de novos cineastas, abre vagas para a primeira seleção de 4 roteiristas, 4 produtores, 16 atores, 4 diretores de fotografia e 4 diretores para participarem do programa. Como em um reality show, os participantes passarão por etapas eliminatórias até a fase final onde realizarão um curta metragem.






  Serão dois finais de semana, em março, o dia inteiro.


  Mande seu nome e/ou currículo para o e-mail producao@operaprima.net

 No e-mail, na parte destinada ao assunto, coloque Óperação Cinema e a área em que queira participar. 



@cajuínas
Paulo Siqueira

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Programa nacional do PPS

Mais um programa do PPS, o qual tive o prazer de dirigir. Este promete revolucionar a forma de apresentar programas políticos ao público, já um tanto cansado da fórmula clips musicais e gente sorrindo. Todo ambientado num formato visual web, o programa convergiu com o site do partido, apontou para um chat, onde logo após a exibição do programa, as pessoas puderam teclar com lideranças partidárias.


O visual web permitiu certas ousadias, como legendar as falas em formato chat, twitter, incidências sonoras específicas, apresentação das lideranças e deputados do partido num estilo youtube.


A dinâmica do corte e da edição também seguiram a lógica web, dando ritmo. Muitas pessoas que costumam sair da frente da televisão se sentiram atraídas.




@cajuínas

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Som&Fúria

Essa semana a série, em sua reta final, perdeu um pouco de ritmo. Natural, essa última semana temos humor, drama, mas perdemos algo muito interessante no personagem de Dante (Felipe Camargo): sua paixão sem limites pelo teatro e sua luta pela sanidade, permanecendo ali no limiar, a ponto de explodir - tanto em criatividade, quanto em loucura. Agora, o amor incômodo de Dante é por Elen, e sua loucura está no que os outros pensam de si.

De qualquer forma é um barato, Andréa Beltrão é e está espetacular, tocando emoções completamente diferentes e múltiplas, especial a cena em que seduz o cunhado. Ótimo também Antonio Fragoso com seu Oswald Tomas, Life is crazy!

Vale conferir a cena no bar entre Daniel Dantas (o ator, não o banqueiro) e Paulo Betti. Cena simples, uma conversa entre amigos que divergem mas não brigam. Observar as ações fisicas, principalmente os personagens petiscando.


sexta-feira, 17 de julho de 2009

Para atores ou quem goste da arte e da busca de um personagem




Neste episódio há uma cena muito interessante onde o diretor do espetáculo discute com o ator a motivação da cena e seu objetivo. O problema apresentado é saber se o personagem Hamlet faz seu solilóquio pra si mesmo, ou representa para seu adversário que estaria observando escondido. Devemos ter em mente que numa interpretação para a câmera (cinema ou tv) a projeção de voz é completamente diferente, pois temos um operador de boom (microfone que capta a voz do ator), da teatral, onde o ator tem que projetar a voz para que quem esteja na última fila consiga escutar e compreender.

Há várias outra particularidades: a linguagem mimética, pois no teatro, lembrando do espectador da última fila, não temos uma câmera que pode fechar o plano e com isso nos colocar ao lado do ator (ao alcance de seu bafo). Além dos recursos de direção e edição (movimentos de câmera - travellings, pans, tilts- , cortes de planos, contra-planos e até mesmo os cortes para o ator que contracena, a sincronia dos cortes com a música e a sonorização).


Claro que é muito mais difícil tocar certas emoções quando temos que projetar nossa voz para alguém que esteja há trinta metros de distância. Isso provoca uma imensa discussão, a qual muito já ouvimos a respeito, entre a diferença de atuar pra teatro e pra câmera. Muitos confundem com atuar grande pra teatro e atuar pequeno pra câmera, se assim fosse, ninguém explicaria Jack Nicholson, ele faz tudo grande, seu olhar, seu sorriso, a sobrancelha... Devemos perseguir os códigos de comunicação em cada meio. O grande ou pequeno muito tem haver com os objetivos da cena. Este é um assunto longo e que vale livros e livros, a cena acima colocada exemplifica um pouco, quem puder, busque no youtube os episódios em sequência, onde há várias discussões sobre interpretação.

Críticas cinematográficas

Tem muita gente me pedindo mais críticas de filmes, mas como estamos em mês de férias escolares, tanto no Brasil (um mês) quanto nos EUA e Europa (três meses), este é um período de entressafra. Daqui há pouco saem os novos lançamentos e as críticas voltam.

Não vi nenhuma estréia hoje que me motivasse, e confesso que não estou com a menor vontade de assistir h'algum documentário. Nada contra o gênero que adoro, é uma questão de vontade mesmo.



Tenho acompanhado na medida do possível Som & Fúria e estou gostando bastante, muito divertido. Destaque da semana para Daniel Oliveira, seu personagem é o de um ator medíocre que através da busca de um grande diretor consegue se tornar um grande ator. A cena da primeira leitura de Hamlet é ótima, assim como a em que encontra o personagem sob um jorro d`'agua de um cano furado. Um trabalho difícil e interessante. Deve ter sido um grande prazer realizá-lo.

Quem quiser pode conferir a cena.


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Som & Fúria




Interessante a estréia ontem de Som & Fúria, comédia ácida que não poupa ninguém. Oliveira (Pedro Paulo Rangel), o diretor teatral que morre atropelado por um caminhão de presunto (ótimo, né?) é um diretor decadente, cuja morte possibilita uma última e talvez verdadeira performance. Dante (Felipe Camargo) o diretor talentoso, a fúria em busca de um teatro verdadeiro, revolucionário, é um louco esquisofrênico, Elen (Andréa Beltrão), antiga amante de Dante, um diva do teatro, perdida entre amores fúteis e afundada na solidão das coxias. Os burocratas da área cultural uns idiotas, assim como os patrocinadores, e assim vai, ninguém escapa de uma visão crítica e devastadora.

Dan Stulbach rouba a cena e é preciso atitude pra contracenar de igual pra igual com a Regina Casé. O pastor foi engraçadíssimo. Ou seja, um elenco de primeira sempre garante um bom divertimento.

Infelizmente, mais uma vez o elenco afro se resume a figuração, ou participação servindo bebida, limpando a escadaria do teatro...

Fotografia bem cuidada, há uma tendência de evolução na fotografia das séries fechadas da Globo. Edição dinâmica, mas há excesso do uso de músicas de ambientação (também uma tendência da Globo).

Som & Fúria tem a virtude de apresentar os bastidores de uma apresentação teatral, com toda sua dinâmica e todo o trabalho não visto pela platéia, as coxias, as superstições, a preparação dos atores, o nervosismo, o merda (como os atores se desejam sorte antes de uma estréia), etc.



Especial também, e muito charmoso, é nos apresentar o Teatro Municipal de São Paulo, ou seja, um grande teatro com sua beleza arquitetônica, suas políticas, sua necessidade de verbas, seu corpo de funcionários, sua administração, suas montagens e etc.

Agora é esperar e ver o que vem por aí.







@cajuínas

segunda-feira, 15 de junho de 2009

The Shield



Vale a pena passar na locadora e pegar as temporadas completas desta série. The Shield é uma série que retrata uma delegacia policial americana, em um bairro violento de Los Angeles. Ao contrário das séries do gênero, como CSI, Lei e Ordem, não há super-tiras que sabem tudo. O grande mérito da série é apresentar personagens dúbios, humanos, em alguns momentos com medo, outros com coragem, egoístas, solidários, corruptos, nobres. Nas faixas dos dvds onde há os documentários com os produtores, percebemos o porque do resultado tão bom. Os roteiristas pesquisam a fundo o mundo marginal de L.A., os tipos, as gírias, os costumes. Foram construídos persongens muito interessantes:


Vic Makey- o principal, o herói da série, líder da unidade de choque. Corrupto, logo no primeiro episódio da primeira temporada, mata um policial que o investigava, violento, truculento, mas por outro lado, extremamente leal aos companheiros, à família, procura sempre, em sua moral bizarra, fazer o que acredita ser certo. Sua incapacidade de se comunicar, seja com sua família, seja com seus chefes, é sua maior fraqueza (sua falha dramática).

David Aceveda - o capitão da delegacia que se torna vereador. De origem latina, é o antagonista de Vic. Veste o manto da legalidade, mas faz acordos políticos e sua grande ambição é ser prefeito de L.A. Não se corrompe por dinheiro, mas seus compromissos políticos não deixam de ser uma forma de corrupção.








Claudette Wyms- detetive negra, mulher. Antagoniza com Vic e Aceveda, extremamente competente, busca sempre o lado certo. É irritante vê-la ir a fundo em investigações que podem comprometer Vic. Os roteiristas brincam com isso o tempo todo.



Shane - do ponto de vista dramático é um personagem muito interessante, meio estúpido, usuário de drogas, corrupto, emotivo ao extremo, sempre caga com tudo. Extremamente leal ao amigo Vic, se tornam inimigos no final da sexta temporada, pois Shane mata um de seus companheiros, pensando que ele iria cagüeta-los.







A direção valoriza em muito o trabalho dos atores, ao invés de obrigá-los a se adequar às marcas de luz e câmera, é ao contrário, a luz é que se adapta e sempre filmam com duas câmeras para captar o trabalho dos atores. É interessante observar o cuidado com as interpretações sem fala, os olhares as contracenadas e etc.

A edição é um show a parte, são três editores se revezando, cada um edita um capítulo. Primeiro se montam as cenas, depois as colocam na ordem do roteiro, adequam ao tempo e a direção, a produção e a rede discutem. Segue a linha de valorização do trabalho dos atores e contracenações. A sonorização leva especial atenção, são oito profissionais, na segunda temporada há uma faixa que explica o processo. Eles optam por utilizar a trilha sonora com justificativa geográfica, ou seja, não há trilha incidental, as músicas sempre vêm de uma fonte que está em cena, como uma rádio.





No Brasil há uma linha de séries que se inspirou no The Shield. Entre elas: 9mm São Paulo, A Lei e o Crime e Força Tarefa. Esta última está mais para O Pantera, nada funciona, Murilo Benício que é um grande ator, faz um policial que masca chicletes... As atuações são pífias, as situações inverossímeis, as cenas de lutas risíveis (há uma cena de coronhada em que a arma nem toca o outro ator, podiam ter pelo menos resolvido na edição), a trilha sonora é irritante, e a fotografia tenta dar um clima noir que não funciona. A Globo deveria exigir mais pesquisa de campo de seus profissionais quando se propõe a fazer algo assim. Nesta a Record saiu na frente e tá a Globo correndo atrás...



@cajuínas