quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Coleção Belas Cenas do Cinema - Amargo Pesadelo (Deliverance, 1972)


Só o cinema consegue proporcionas momentos como este. Raros é verdade,  mas mágicos. Só acontece quando se dá o encontro entre um diretor iluminado com atores iluminados, uma história iluminada e um momento mágico, percebido pela equipe numa sensibilidade ímpar.




Recebi esta cena por e-mail, dizia assim:
O vídeo é uma cena verídica.
*O garoto não é ator, apenas um AUTISTA que residia no local*
onde estavam sendo feitas as filmagens de "Amargo Pesadelo".
A equipe parou num posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o diretor teve a felicidade de encaixar no filme.
Vale a pena o duelo, a beleza do momento e, mais que tudo, a
alegria do garoto.
Repare na sua expressão.
No início está distante, mas à medida que toca seu banjo ele
cresce com a música e vai se deixando levar por ela, até transformar sua expressão num sorriso contagiante, transmitindo a todos sua alegria.
A alegria de um autista que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro.
O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície.
Depois, ele volta para dentro de si, deixando sua parcela de beleza eternizada "por acaso" no *filme Amargo Pesadelo*    (Ano: 1972).

@cajuínas
Paulo Siqueira

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Organismo - Fluxo



Organismo

@cajuínas
Paulo Siqueira

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Kindle terá sistema para emprestar livros para amigos



Ao que parece o formato do livro digital está fadado a repetir nos bits o que acontece com o livro físico: ficar esquecido em uma prateleira sem ser reutilizado depois que o dono o lê. A diferença é que, em vez de uma estante, ele ficará fechado em uma eReader.
Mesmo na possibilidade de empréstimo, há limites.
A Amazon anunciou nesta sexta-feira 22 que vai eliminar uma das maiores desvantagens do leitor de livros digitais Kindle na comparação com as publicações impressas: até o final do ano, será possível emprestar livros do Kindle para amigos que também possuam o leitor digital.De acordo com a Amazon, cada livro só poderá ser emprestado uma vez, por um período de 14 dias. Durante este tempo, o comprador original não poderá acessar o conteúdo em seu Kindle. (via G1)
Quando termino de ler um livro, eu tenho a possibilidade de doá-lo, dá-lo a um amigo ou colocá-lo na Biblioteca Pote de Mel (biblioteca que ajudo a manter em uma padaria). Durante quantos dias eu quiser. Aliás, na Pote de Mel, o leitor pode pegar o livro emprestado, sem pedir a ninguém e devolvê-lo quando quiser, sem limite de tempo.
Sou favorável a praticidade dos livros digitais, mas prevejo que esse formato protetor do conteúdo talvez em alguns anos não exista mais.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Portal Exame compara 14 modelos de leitores digitais

Matéria da Exame através do Livros e Afins


Para todos os gostos

Compare 14 modelos de leitores de livros digitais

Mercado de ebooks começa aos poucos a crescer no Brasil; conheça os equipamentos que poderão impulsionar essa tendência.


Célio Yanode EXAME.com - 23/08/2010 | 20:07
Em sentido horário: Bebook Neo, Cool-er, Positivo Alfa, Mix Leitor-D, Nook, Kobo, Sony Reader Pocket e Kindle 3

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Óperação Cinema - Escrava Isaura no Simpósio Internacional de Contadores de Histórias.


Foto Oficial
da esquerda pra direita em pé:
Will Guedes, Perla Carvalho, Vitória Cabral, Danton Sarmento, Aline Mohamad e Leandro Pealba.

sentados:
Lígia Martins, Karina Quintiliano, Chris Ventura, Paulo Siqueira, Felippe Retondi, Lena Martinelli, Aline Lopes e Ivan Oliveira.


Versão (resumo) em versos do Romance A Escrava Isaura, apresentada no dia 31 de agosto pela trupe/tropa da Óperação Cinema no teatro Art Sesc Copacabana.


Por acaso de brincadeira do destino,
ou quem sabe? De gens travessos.
Parida na Senzala, de negra escrava,
nasce Isaura, negra sem tinta.

Branca na pele alva,
mas de bunda farta e cintura fina,
sua sensualidade mestiça,
a muitos provocava, assim,
a mucama prendada da noiva de Ioiô Leôncio,
era cortejada por muitos, todos,
em fazenda de seu pai, o patrão.

O patrão, pai de Ioiô Leôncio,
pois o pai de Isaura, era Miguel.
Branco e livre, como assim era de ser
naquele Brasil império,
quando o homem se valia por sua fé
e sua raça.

Foi Miguel comprar a liberdade de sua filha,
mas o novo patrão,
desde morte de seu pai,
não deu por agrado de vender.
Em verdade, as curvas fartas da negra sem tinta Isaura,
enrijeciam Ioiô Leôncio.

Como o negócio não se deu,
achou por bem Miguel,
comprar sua fuga,
e assim a levou à Recife.

Sua beleza de lábios angola
em nariz reinol,
despertaram paixão em Álvaro,
o jovem, que a partir de agora,
é o herói de nossa história,
por quem, há de suspirar Isaura,
a escrava de pele negra sem tinta.

Pois de tanto que fez Álvaro,
conseguiu ser recebido em casa Isaurina de Elvira,
o nome falso da nossa heroína.
E tanto mais fez, tanto insistiu,
que convidou Elvira ao baile da cidade,
ao qual não deveria ir, por sua segurança devida.
Mas foi.

Bela como uma sereia do mar de Pernambuco,
de olhos mel e cabelos lisos que teimavam em cachear,
era Elvira, nossa Isaura,
prendada não só nos seios rijos e canelas torneadas,
mas também cantava e tocava ao piano,
qual um anjo de voz inocente
e sensualidade inconfessável,
para o louvor de todos.

Todos menos Martinho,
que estranhou seus modos mixolídios
aquela leve dissonância nas dominantes,
o timbre levemente arranhado na voz,
e o percutir ao piano um tanto pouco cristão.

Lembrou assim, Martinho,
Nosso novo vilão,
do anúncio do jornal
no qual Ioiô Leôncio,
o verdadeiro malfeitor desta história
de amor e denúncia;
havia por recompensa
de trinta dinheiros,
 a quem Isaura de novo lhe aprouvesse.

Ioiô Leôncio então,
no justo de sua razão,
pois assim era a lei,
e que fosse cumprida!
Aos protestos de Álvaro,
com a benção da justiça
trouxe Isaura,
a triste escrava,
da pele alva,
negra sem tinta,
de volta pra senzala.

Isolada do mundo e de todos,
acorrentada à sua escravidão,
a negra branca Isaura chora.
Canta o cativeiro,
canta o amor de Álvaro,
canta o destino de uma só pessoa,
impotente contra seu tempo.

Cantam seus irmãos da senzala,
impotentes contra o império,
o qual enricava sobre seus lombos.

Cantam sua oração de luta e liberdade
sufocada por Ioiô Leôncio,
o dono de suas vidas,
dono de seu destino,
dono de Isaura,
clara em sua pele,
como a lua cheia sobre a noite escura.
  
Música A Lua Girou

 Não podia Isaura lutar contra as correntes,
Não podia bramir armas contra Ioiô Leôncio,
Mas podia lhe dizer não.
E cada vez, não!

Escrava por lei justa dos homens,
Assim fazia a cada investida,
Por entre as horas de solidão cativa,
Entre choros e cantos à Álvaro,
Sendo sua solidão maior,
Agora que o amor de paixão
Lhe queimava a pele sem tinta.


Por ser essa sua força,
Encontrou esta forma de luta,
Quando muitos de seus irmãos
morriam às armas,
Dizia não!

IoIô Leôncio ia todas as noites à mão
suar seu suor branco leitoso.
Lutava com todo poder que tinha,
Seus cães, chicotes,
Armas, suas guerras,
e a cada ataque, não!
Pois antes de dormir,
Ia o humilhado patrão,
Pro leito da esposa
De olhos fechados,
Cumprir sua obrigação.

Música Isaura.
  
Se entre a alma e o corpo,
Preferia Isaura os suplícios mil.
Que então pagassem seus irmãos negros,
Era ordem aumentar a produção,
O trabalho era dobrado,
Assim seria então.

Pois se não podiam guerrear
contra os que armas e a lei tinham,
podiam mandingar,
e a noite os tambores trovejaram,
dos Campos dos Goytacazes até os Recifes de Pernambuco,
correu por entre os caminhos,
aquele que conhecia as estradas,
dar o chamado dos trovões,
atendeu Álvaro e foi à côrte
comprar as dívidas do falido Ioiô Leôncio.

Pois este, louco da contrariedade
E da fome por sua negritude branca
nem mais administrava sua empresa,
Só cogitava ter perto de si,
Aquela que era sua desgraça,
E se ele não a tivesse,
Que Álvaro se coubesse.

Prometeu à Isaura a liberdade,
Mas que presa a si fosse,
Não por escravatura,
Mas por casar com seu jardineiro,
E assim, conformada com seu destino,
Presa ao juramento cristão,
Nunca, embora pudesse ir.

Isaura nem a si
Mais nada pudesse haver.
Mas seus irmãos sofriam,
E por dignidade, como sua mãe
A escrava negra retinta
Lhe ensinou:
Assim como Cristo deu a vida pelos homens
cabe sacrificar-se pelo bem dos irmãos
os quais sofriam a ira do patrão.

Marcou-se o casório,
Para satisfação vexada de Ioiô Leôncio.
Mas eis que na hora derradeira,
Vem ao galope feroz, Álvaro.
No coração o amor Isaura,
Nas algibeiras as notas promissórias de Ioiô Leôncio,
Pois tudo o que antes a este pertencia,
Era agora seu.
Suas terras, sua casa,
seus animais, seus escravos
e sua Isaura.

Ioiô Leôncio derrotado pela própria lei,
Aquela que sempre o fez vencedor.
Louco por sua falência,
Por ter perdido tudo,
Por ver Isaura feliz e livre,
Por saber que nunca a teria,
Seja pelo coração, seja pelo púbis,
Tomou a única saída que lhe cabia,
Esfacelou a cabeça com um tiro por entre a boca.


Se era branca Isaura,
Como a lua cheia,
É porque olhos desatentos não podiam ver
O manto negro da noite sob sua luz.
A noite do couro de seus antepassados.
À noite, quando ao redor das fogueiras,
Aonde ainda menina, acompanhava sua mãe
Aos tambores e às danças.
A noite quando mais negra,
À matutina,
Ia Isaura, a mestiça,
Rezar na igreja à luz da aurora.
Calados os tambores,
Tocavam os ministros os sinos da matriz,
Aonde Isaura estudava piano.
Sendo assim, o dobrar do badalo brasileiro
A mistura promíscua
entre os que estavam
com os que chegaram,
os que trouxeram,
foram trazidos,
aos que nasceram.

Assim termina a história de Isaura,
A escrava negra sem tinta,
Da tez pálida e curvas sinuosas,
Cuja escravidão não agredia por ter nascido branca,
Mas por ser esta uma das maiores infâmias do homem ao homem.



A galera agora está em Ouro Preto rodando um filme (longa-metragem):

Por Acaso Ouro Preto. 


Da vida nada se leva ao menos as lembranças.

@cajuínas
Paulo Siqueira

terça-feira, 20 de julho de 2010

Amazon Adds Multimedia to Kindle E-Book Software - By Calvin Reid

Posted by Publisher Weekly


Amazon Adds Multimedia to Kindle E-Book Software 



Amazon.com has updated its Kindle e-book software to support embedded audio and video for the iPad, iPhone and iPod Touch. Among the first Kindle titles to offer audio and video clips are Rick Steves’s London and Together We Cannot Fail by Terry Golway.
Amazon continues to hedge its bets on the future of the Kindle format—originally limited to the b&w e-ink Kindle device—making the proprietary e-book software available on a wide variety of devices and now offering multi-media support for the iPad and iPhone/iPod Touch. Indeed there is speculation in the industry that Amazon may introduce its own multimedia device.
 
Dorothy Nicholls, director, Amazon Kindle, said we can expect to see more multimedia content in Kindle titles. "Readers will already find some Kindle Editions with audio/video clips in the Kindle Store today--from Rose's Heavenly Cakes with video tips on preparing the perfect cake to Bird Songs with audio clips that relate the songs and calls to the birds' appearances. This is just the beginning--we look forward to seeing what authors and publishers create for Kindle customers using the new functionality of the Kindle apps."


@cajuínas
Paulo Siqueira





sábado, 17 de julho de 2010

Coleção Belas Cenas do Cinema - Os Intocáveis (The Untouchables - 1987)



Esta é a espetacular cena do tiroteio na escadaria da estação de trem. Há uma referência do mestre De Palma ao mestre Sergei Eisentstein (O Couraçado Potenkim). 

Há um take com zoom de lente (sim, eu sei, também tenho mil restrições) para revelar que  o agente Stone (Andy Garcia) o último sobrevivente da equipe de intocáveis de Elliot Ness (Kevin Kostner). E pouco depois uma aproximação de câmera em Ness. É interessante estudarmos a diferença entre as duas técnicas de plano.



Da vida nada se leva ao menos as lembranças.

@cajuínas
Paulo Siqueira


terça-feira, 6 de julho de 2010

Relatos de viagem - Paris, sétimo e último dia



Dia 21 de junho de 2010.

Fomos visitar o St. Germain, um passeio bem tranqüilo e agradável. Começa no St. Michaels e termina no jardim do palácio de Luxemburgo. Descobri que beco em francês é cour (pronuncia-se cu mesmo), e aproveitei pras gaitisses com os franceses. Destaque pras igrejas St. Germais-de-Prés e Saint Suplice. Vale dar uma paradinha na Ladurée e provar um dos macarons (sugiro os sabores tradicionais). Há também o La Precope que é o café mais antigo de Paris. Evite os restaurantes cujos garçons ficam na entrada te chamando, sempre são uma porcaria e o atendimento é o oposto do que parece.








Que o mundo seja melhor, que façamos nossa parte, para que todos possam desfrutar de viagens e desses prazeres que a vida dá. Me marcou muito Paris e muito Budapeste, com o canto das gralhas dando um tom de suspense na cidade vazia e com prédios cinzas da rua Andrassy. 

Agora de volta ao Brasil pra assistir à seleção Dunga, com cara de Dunga, cheiro de Dunga mal lavada, ser eliminada justamente pela laranja. 

Vem de novo a rotina da vida, do dia a dia e viva o Rio de Janeiro, essa cidade linda e fenomenal.

Da vida nada se leva ao menos as lembranças.


@cajuínas
Paulo Siqueira
Chrisitiane Quintiliano


segunda-feira, 5 de julho de 2010

Relatos de viagem - Paris, sexto dia.


Dia 20 de junho de 2010.




Dia de começar pelo Montmartre. É a Santa Teresa deles. Uma Santa Teresa hiper-super-supimpa. A estação de metrô é uma das únicas em arte-noveau ainda original. Havia um trio de jazz  bem bacana ao lado da estação e uma lan-house. Perto uma padaria que deve ser uma delícia, pois a fila é gigantesca. Chama a atenção a igreja de S. João, também em art-noveau.






Antiga região de artistas é hoje um pólo turístico. Valores salgados e nada que chame a atenção para comer ou comprar.


O caminho natural é a igreja de Sacré-Coer, mas o que mais nos chamou a atenção foi a S. Pierre de Montmartre. Uma igrejinha medieval, a segunda mais antiga de Paris e cheia de histórias em suas paredes com massacres, resistência clerical e revolução francesa.




De lá, evitamos o Moulin Rouge e fomos ao Pompidou. O prédio é muito louco, havia uma fila de jovens imensa e descobrimos que era pra entrar na biblioteca. O Pompidou é fundamental, quem puder que vá. Havia uma exposição de Lucian Freud  maravilhosa. Sem contar a permanente com Kandisky, Picasso e etc.




Da vida nada se leva ao menos as lembranças.


@cajuínas
Paulo Siqueira
Christiane Quintiliano.