segunda-feira, 5 de julho de 2010

Relatos de viagem - Paris, sexto dia.


Dia 20 de junho de 2010.




Dia de começar pelo Montmartre. É a Santa Teresa deles. Uma Santa Teresa hiper-super-supimpa. A estação de metrô é uma das únicas em arte-noveau ainda original. Havia um trio de jazz  bem bacana ao lado da estação e uma lan-house. Perto uma padaria que deve ser uma delícia, pois a fila é gigantesca. Chama a atenção a igreja de S. João, também em art-noveau.






Antiga região de artistas é hoje um pólo turístico. Valores salgados e nada que chame a atenção para comer ou comprar.


O caminho natural é a igreja de Sacré-Coer, mas o que mais nos chamou a atenção foi a S. Pierre de Montmartre. Uma igrejinha medieval, a segunda mais antiga de Paris e cheia de histórias em suas paredes com massacres, resistência clerical e revolução francesa.




De lá, evitamos o Moulin Rouge e fomos ao Pompidou. O prédio é muito louco, havia uma fila de jovens imensa e descobrimos que era pra entrar na biblioteca. O Pompidou é fundamental, quem puder que vá. Havia uma exposição de Lucian Freud  maravilhosa. Sem contar a permanente com Kandisky, Picasso e etc.




Da vida nada se leva ao menos as lembranças.


@cajuínas
Paulo Siqueira
Christiane Quintiliano.


sexta-feira, 2 de julho de 2010

Relatos de viagem - Paris, quinto dia




Dia 19 de junho de 2010

Fomos ao Clignancourt visitar o mercado das pulgas, ou de antigüidade. Muito legal, pena que não tínhamos dinheiro suficiente. São algumas ruas escondidas, quem chega dá de cara com uma Uruguaiana árabe, mas se entrar pelo meio das barracas, acaba achando a entrada para a ilha de lojinhas de antigüidades.  Para achar, vá até o metrô de Clignancourt, siga em direção ao portão de Clignancourt , que é um viaduto e à esquerda você vai ver a entrada meio escondida. Acho que ela só se demonstra pra quem é merecedor.



Entre as várias coisas legais, até mesmo armas do séc XVIII e uniformes de guerra, da revolução e etc. Pra minha surpresa havia um oratório bala, que me informaram era italiano. O espanto é que pelo que sempre soube, este tipo de oratório é brasileiro, mas parece que não.




De lá fomos para Alma Marceu seguir o roteiro até o Trocadéro. Muito frio, passamos pelo Museu da Moda mas estava fechado. Tivemos nossa primeira visão da Torre Eiffel.


Bem, já que estava fechado e não poderíamos ter acesso ao seu acervo de 6000 peças, demos uma olhadinha na Casa de Tokyo e o Museu de arte Moderna em frente e seguimos para o Trocadéro, onde haveria o Museu de Arquitetura e o Museu do Homem, mas o principal, a famosa visão da Torre Eiffel.

Aquilo parece o Pelourinho de gente: turistas e os ambulantes enchendo o saco.Tinha até um casamento e a noiva num lindo vestido primaveril quase morrendo com o frio e o vento. Mas o Trocadéro é realmente muito bonito, em estilo art deco, que se opõe ao art noveau, por uma estética mais simples, menos ornada e mais limpa.



A torre Eiffel é uma coisa meio esquisita, porque não é bonita, mas realmente impressiona e exerce um poder sobre nós. A fila pra subir era quilométrica, nem era nossa vontade. Vi bem abaixo da torre o único soldado com fuzil em toda a viagem, me senti no Rio, turistas, ambulantes, malandros, e um policial de fuzil.



Agora vamos pra as famosas Galeries Laffaietes. Um shopping cheio de chineses se matando pra comprar na Louis Viton e na L' Oreal. É bonito e tem um super-sorvete italiano no último andar. Mas...


Da vida nada se leva ao menos as lembranças.


@cajuínas
Paulo Siqueira
Christiane Quintiliano

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Relatos de viagem - Paris, quarto dia.


Dia 18 de junho de 2010.

Pegamos o trem (o famoso RER) e fomos pra Versalhes. Na entrada do trem pensamos que tínhamos gasto dinheiro à toa, pois não precisamos dos bilhetes para passar na roleta. Mas na verdade, tem que tomar cuidado, pois lá na França o bilhete é usado para sair da estação, acho que dependendo da estação que se desce, muda o valor do bilhete.



Bem, Versalhes. Se Voltaire dizia que o palácio era muito de muito mal gosto, não sei de onde fomos tirar que poderia ser diferente. É caro, e o palácio não vale a pena, mas a cidade ao redor, assim como o jardim, são muito legais. O ponto alto do palácio foi uma  mulher tocando o órgão, realmente muito forte.



Na fonte apareceu um gringo (ok, lá nós também éramos gringos) fazendo piadinha sobre as tartarugas da fonte,   como ele não fala português, pude dizer que as tartarugas iam entrar na bunda dele, rimos, ele também e ficou todo mundo feliz. Foi uma forma de extravasar o stress pelo preço caro (20 euros) da visita e pelo mau gosto do palácio.



Há um lago onde se pode alugar uns barcos e podemos ficar remando, é romântico, mas, rapaz, lembre-se, vai sobrar pra você, porque seria ridículo deixar a mulher remar. Há na beira do lago um café bem charmoso.

No fim há os Trianos (o grande e o pequeno), já tínhamos pago mesmo, então fomos visitar, mas o legal mesmo é o jardim, depois descobrimos, cuja visitação é gratuita (nem me fale).



Mas valeu pegar o  trem, na volta fomos à rua Fontaine conhecer o bairro com belos prédios de arquitetura art-noveau. Era dia de jogo da Argélia, e o bairro (Paris oeste- 16 arrondissement)) tem muitos argelinos, torcedores fanáticos. Pra variar a Argélia não jogou nada. Não tiramos fotos, além do cansaço, já era tarde.


Da vida nada se leva ao menos as lembranças.

@cajuínas
Paulo Siqueira
Christiane Quintiliano

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Relatos de viagem - Paris, terceiro dia.


Dia 17 de junho de 2010.

Hoje fomos ao Champ Elysée, seguimos para a Av. Montaigne para conhecer a alta costura de Paris, tão famosa. Na esquina da Champ Elysée com a av. Montaigne há o Artcurial, uma mistura de restaurante com casa de leilão e com uma incrível livraria com 18.000 títulos sobre arte. Estava fechado e só a livraria funcionava, ficamos de voltar depois para conhecer. Grande erro, numa viagem, nunca pense em voltar depois, se quer conhecer, conheça na hora em que estiver no local. Foi o mesmo com a loja de marionetes do dia anterior.  Passeamos pela Montaigne, Boccador e ruas arredores, aonde há as lojas mais mais do mundo da alta costura. Nada demais.




Voltamos ao Marais para gastar um pouco no mercado das pulgas. Almoçamos no restaurante que tínhamos ido no primeiro dia, aquele tartare não podia escapar impune. Maravilhoso, aproveitei e continuei minha degustação de cervejas. A Chris pediu pra grelhar o tartare, eu encarei cru mesmo, acho que meu oxóssi gritou lá no fundo.





Aproveitamos pra conhecer o interior da St. Louis St. Paul e depois seguimos pela Rivoli para conhecer o Forum de Halles (um shopping subterrâneo meia bomba). Na saída deparamos com a Igreja de Santa Eustáquia que é linda, em estilo gótico, não deu pra ficar muito porque fechou as 19 horas.




Resolvemos voltar ao hotel e dormir um pouco pra sair mais tarde. Outro erro clássico nas leis gerais de viagem, quem você acredita que acordou? Só no dia seguinte as sete da manhã.



Da vida nada se leva ao menos as lembranças.

@cajuínas
Paulo Siqueira
Christiane Quintiliano

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Relatos de Viagem - Paris, segundo dia




Dia 16de junho de 2010.

Dia de ir à Notre-Damme. Espetacular. Muito cheia, mas demos sorte e ainda teve uma missa com coro e tudo.



Chegamos pelo roteiro habitual, Hotel De Vile, atravessamos a ponte sobre o Senna aonde tivemos nossa primeira visão desse rio tão famoso e seguimos pra catedral.


O Rio Senna é espetacular e realmente as águas estão aparentemente limpas. O local é turístico, portanto tudo tem o preço salgado. Quando passavam os barcos turísticos, o pessoal acenava e eu podia gritar enquanto acenava de volta: Aeh, seus FDP! Bobagem, mas muito divertido.

Finalmente a Notre-Damme.








O estilo gótico e toda história que preenche aquelas pedras provoca uma emoção incrível. As demonstrações de fé perante as figuras sacras é especial. A arte religiosa católico romana tem na Notre-Damme um ponto alto. Há uma escultura de Cristo que é impressionante com uma figura cadavérica o tomando nos braços. Há também um ícone ortodoxo que merece pontuação. São tantas maravilhas que não dá pra citar tudo.







Saímos e demos a volta, atrás da catedral há uma praça muito bacana com uma bela visão da Igreja, como também, há um banheiro. Atrás da praça há o memorial dos deportados, em homenagem àqueles que foram deportados na segunda guerra mundial para os campos de concentração: comunistas, judeus, homossexuais, ciganos, testemunhas de jeová (alguém sabe porque os nazistas queriam acabar com eles também?), presos políticos e criminosos comuns.

Seguimos para Ilha de St. Louis.

Na ilha se St. Louis há várias lojas legais e em especial uma de marionete na qual o próprio artista expõe. Tem marionetes maravilhosas e sinto que terei que voltar a Paris pra comprar uma, como também pra tomar um sorvete. Desistimos porque havia uma fila igual aquelas do feijão preto nos anos 80.

Há também uma igreja muito bacana, St Luis en'Île. É em estilo barroco.










Uma boa é atravessar a pé a ponte que sai da ilha de St. Louis. Há uma estátua em arte noveau de Nossa Senhora.   A arte noveau é bem presente em Paris e há prédios, objetos de arte, estações de metrô e até igrejas no estilo.



Seguimos a pé pelas margens do Senna para o Louvre, é uma passeio maravilhoso. Mas como havíamos colocado o mapa de cabeça pra baixo seguimos na direção contrária. Valeu pela voltinha, mas gerou um stress desnecessário. Tudo bem, pra todo canto tem metrô.


Louvre. 

O mundo se acaba e o diabo do museu não chega ao fim. É um museu que todos deveriam ir pelo menos uma vez na vida. Lá estão obras que ouvimos falar desde criança. Na escola, na faculdade, nos filmes e etc. Todo mundo fala tão mal da Monalisa que me impressionei, pois é bem maior do que sempre me contaram. Realmente não dá pra ver direito, muita gente, há o vidro anti-bala e etc. A Vênus de Mileto era outra dívida que eu tinha comigo. O Código Hamurabi... enfim, nem sei tudo que tinha, porque não deu pra ver todo o museu. Tudo bem, quando eu voltar à Paris pra comprar as marionetes na loja do cara lá da ilha de St. Louis, eu volto ao Louvre.


Esse São Sebastião está na parte de Napoleão III, lá tem outro, creio que deveria ser devoto. Muito me impressionou.





À noite voltamos para a Parmentier (estação do metrô perto do hotel) e fomos ao Plein Soleil, um restaurante bem em frente ao metrô. Há um omelete (eu sei veneno) muito bom, com três ovos e que deu pra nós dois. Resolvi experimentar as cervejas e é um grande roteiro pouco comentado. Bebi um chopp belga na pressão que é espetacular e desceu muito bem. Recomendo: Paris pão, vinho e cerveja. A cerveja é mais barata que o refrigerante ou a água mineral. Lá todo mundo bebe água da bica, eu me identifiquei com a cerveja. Ahhh, minha barriga...

Da vida nada se leva ao menos as lembranças.

@cajuínas
Paulo Siqueira
Christiane Quintiliano


quarta-feira, 23 de junho de 2010

Relatos de viagem - Paris, primeiro dia.



Como o hotel onde fiquei em Paris não tinha internet, despluguei-me do mundo virtual e curti a cidade. Não pude portanto fazer um diário como fiz em Budapeste, mas faço um relato a partir de agora.

Dia 15 de junho de 2006. Chegada



Saímos da belíssima Budapeste e finalmente chegamos à Paris. Resolvemos pegar o RER, um trem, muito mais barato que o taxi e do qual podíamos fazer conexão com o metrô. Lá pela terceira estação entrou a galera vinda do trabalho e realmente o que dizem sobre o cheiro do trem/metrô em Paris não é mentira. Fede muito, acho que diferente daqui, os trabalhadores de lá não tomam banho na saída do trabalho e deixam para tomar em casa, quem sofre é o nariz.

Muitos imigrantes e o que me chamou a atenção é que eles procuram manter sua língua natal e seus costumes, outra diferença daqui, onde o imigrante acaba se integrando. Outra verdade sobre Paris, dá pra ir de metrô a qualquer lugar, que inveja.

Ficamos numa transversal da Republique, um lugar bem central e perto de umas padarias ótimas, já logo de cara fomos comer o croque monsier, maravilhoso.





Resolvemos dar uma voltinha até o Marais, e na esquina da St. Paul com a St Antonie há um Bistrot (Au Bouquet St. Paul) com um tartare muito bom. Como já tínhamos enchido o pandó na padaria, ficamos de olho no tartare do sujeito ao lado (acho que lhe fez mal mais tarde) e tomamos vinho (em Paris tome vinho, né?) e café. Olhamos alguns mercados das pulgas, ou brechós e há uma bela igreja ali perto (São Paulo e São Luís) do séc XVII. Não deu para entrar, mas voltamos lá três dias depois. Espetacular, tem um órgão com 6700 tubos e obras maravilhosas, uma de Delacroix, além de um relógio solar.






Paris é bem densa populacionalmente, ao contrário de Budapeste. Não encontramos ninguém antipático, pelo contrário, todos foram educados e muita gente fala inglês ou espanhol. As coisas e as pessoas são diferentes, mas também, não dá pra sair do Brasil e querer encontrar tudo igual lá fora. O interessante é ver, sentir e entender outras culturas e formas de ver o mundo.



Dessa vida nada se leva ao menos as lembranças.

@cajuínas
Paulo Siqueira
Christiane Quintiliano

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Budapeste - Diário de viagem 14/06/2010



Último dia em Budapeste, hoje foi dia de ir às compras, presentes e lembrancas. Passeamos pela Rua Váci e fomos até o mercado central. O mercado central é muito interessante do ponto de vista arquitetônico. O primeiro andar é o mais legal, tipo uma cobal ou cadeg (mercados do RJ). O segundo, onde há os standes de presentes, a gente perdeu umas três horas para chegar à óbvia conclusão de que todos vendem praticamente as mesmas coisas pelo mesmo preco. Dá pra achar alguns quepes do exército vermelho e bugigangas soviéticas (acho que são feitas na china), toalhas rendadas, as mais baratas são chinesas, caixas de segredo, babuskas (aquelas bonecas umas dentro das outras) e o que eu achei mais legal, os ícones ortodoxos, que vêm da Grécia. Ou seja, praticamente nada húngaro.


Na Vaci e na Fashion street lojas tipo Zara, C&a, Louis Viton e etc. Mas na Vaci achamos uma lojinha econdida (esqueci de tirar fotos) que é uma mistura de antiquário com loja de presentes e objetos de arte. Muito legal, se chama Acs Balint e fica no número 23 da Vaci.

Dicas de Budapeste pra quem vem:

Há os passeios com guias pra quem gosta. Pra quem prefere andar sozinho, venha pra passar 4 dias pelo menos, reserve: 



Um dia para andar na cidade a pé, é segura e linda, não deixem de visitar as margens do Danúbio ao entardecer. O parlamento também é espetcular, quando sair dele, atravesse o Danúbio e o observe pelo outro lado do rio. Atravesse a ponte de Széchenyi Lánchid a pé,  segura e muito prazerosa.

Um dia para as igrejas, de preferência domingo, há as missas, portanto estão abertas, adorei São Matias, São Estevão (o fundador da cidade), Santa Ana, São Francisco, Ortodoxa Húngara, Reformista de Buda, mas faltaram várias.

Um dia para os museus, não funcionam nas segundas e no sábado e domingo fecham cedo, nossa maior decepcão, pois planejamos mal e não deu pra vistar  quase nenhum, pelo que vimos aqui  os mais legais são o de arte aplicada e o histórico.



Um dia para arredores e um dia para compras e curtir.


Pra economizar compre sucos ou refrigerantes e pão, presuntos, queijos e etc nas padarias e mercadinhos, sai mais barato que restaurante. A cerveja aqui é boa. As pessoas são educadas, emboras as mais velhas sejam mais secas, o que incomoda a nós homens cordiais que somos brasileiros. A moeda engana,  você pode gastar 20 mil Florins em um dia facilmente. Lembra a época do Cruzeiro, tudo valia mais de cem. Para se situar, calcule que 1 real vale aproximadamente 100 Florins.

Minhas preferências: 

Igreja de São Matias e tomar uma cerveja no café do muro do castelo do pescador que fica ao redor da igreja. Fica no alto de um morro ao lado do Danúbio de onde podemos ver toda Budapeste. 

Igreja de São Estevão, exuberante e tem uma visão de cima da torre, por onde vemos a cidade.

 Parlamento.
A loja Acs Balint.




Vale muito a pena, se da vida nada se leva que ao menos as lembrancas. 

@cajuínas
Paulo Siqueira
Christiane Quintiliano