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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Tradição oral e sua poética


Início do filme "Histórias". Trata da tradição oral e temos dois contadores de histórias brasileiros, dois griots africanos e um datka Macro-jê (o equivalente ao griot) discutindo o assunto.






@cajuínas
Paulo Siqueira

terça-feira, 1 de junho de 2010

Chimamanda Adichie: o perigo de uma única história


Palestra da escritora Chimamanda Adichie no TED


Muito interessante sua palestra sobre como ouvir uma única história sobre um povo, uma cultura, ou mesmo um continente pode nos dar uma visão completamente falsa e preconceituosa.

@cajuínas
Paulo Siqueira

quarta-feira, 5 de maio de 2010

2012 - Onda Zero



Websérie 2012 Onda Zero | Spot #1 from Thiago Neri on Vimeo.
Spot #1 da Websérie 2012 Onda Zero

"Dois jovens... um amor e um fim inevitável"
A primeira série brasileira de ficção científica!

www.2012ondazero.com.br


Onda Zero é uma web-série, feita por uma rapaziada nova, parece ser bem bacana. É uma produção/guerrilha, eles estão lutando pra fazer o segundo episódio. Quem quiser dar uma olhada no site deles, tem algumas informações legais e dá pra acompanhar nas redes sociais e etc.



Eles estão levantando fundos na web, através de uma campanha de arrecadação voluntária.Tem gente que aposta nesse formato de produção web/voluntariado pro futuro, será? Vejamos, mas no money, no honey. Como será o financiamento para que pessoas novas como essa rapaziada, cheias de idéias e energia, possam produzir e nos trazer produtos novos e interessantes, ou não... O lixo também faz parte, correto? E beleza tá nos olhos de quem vê.

De qualquer maneira se queremos usufruir de coisas legais, novas, alguém tem que pagar, não tem cafezinho de graça, e há por outro lado, na internet uma cultura do free. 

O que será que será?

@cajuínas
Paulo Siqueira

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Cordel cantado e declamado - Abdias Campos




Há uma belíssima abertura com Dilas, onde este conta um pouco da história dos cordelista a partir dos anos 50, conta como era vendido o cordel, sobre a permuta entre os poetas, que iam de feira em feira vender cordel. Cita a feira de Caruaru, e como a decadência da cultura do algodão nos anos 70, impactou fortemente o cordelismo. Agora o cordel é vendido para jornalistas, estudantes e turistas.

Depois vêm os versos de Abdias Campos (PE). Ele anuncia um projeto de e-book e audio-book, é esperar pra ver como essa novidade vai ser pendurada nos cordéis das feiras virtuais.

Dá play aí, rapaz!

@cajuínas
Paulo Siqueira

domingo, 20 de dezembro de 2009

Mangueira mais parece um céu no chão!



Nas minhas voltas pela vida e pela noite carioca, fui parar no ensaio da Mangueira neste sábado. O táxi nos deixou na entrada da favela, um amigo que me acompanhava ficou desconfiado, natural, um ambiente diferente, onde pela imprensa sempre vemos cenas de conflitos e etc. A desconfiança foi vencida na barraca de drinks (tinha até mojito) ao lado da de churrasquinho.

Encontramos com o resto do grupo e entramos. Ainda rolava o show de aquecimento antes do ensaio.  Um grupo de sambafunk tocando Bebeto, Jorge Benjor, etc. Então começa o ensaio anunciando pela diretoria da escola. Abrem-se as cortinas e a bateria dá o seu recado. Ao fundo acima, São Sebastião, Nossa Senhora e São Jorge, pros sincrestistas, Oxossi, Iemanjá e Ogum.


A bateria da Mangueira, sob direção de Jaguara filho, é realmente algo de.. sei lá, não sei. Mas treme o chão, os pés recusam pisar.  Aí deu pra entender porque parece um céu no chão. Em meio à quadra, Queila Mara começou a evoluir (fico na torcida pra que seja solteira). Fez-se uma roda ao seu redor e alguns passistas da antiga, ou outras passistas entravam e evoluíam. É impressionante o prazer com que Queila samba. Sambou quase a noite toda, só parava para tirar fotos, sua simpatia é única, pois foram muitas e muitas fotos. O ritual do samba com a roda, lembra um pouco o candomblé, ou como meu amigo disse, raízes africanas. Tá tudo lá, o ritmo, a música, a dança, a roda, os santos, a referência aos antepassados e Queila Mara ao centro, como uma divindade, uma poesia de Yansã com sua elegância.

O ensaio continuou e a escola demonstra unidade e vontade de ganhar. O enredo é sobre si mesma, uma metalinguagem que me incomoda um pouco. Vejamos como será o carnaval de Jorge Caribé e Jaime Sezário. Renata Santos esteve majestosa à frente da Bateria e um destaque especial deve ser feito ao casal de mestre-sala e porta-bandeiras, Raphael e Marcela Alves. O mestre-sala tinha a função de proteger a porta-bandeira enquanto ela evoluía. A realidade mudou e já não é mais necessário a preocupação com algum ataque de adversários para roubarem a bandeira durante o desfile. Mas por tradição, é legal ver o mestre-salas dançando em harmonia, ligado na porta-bandeira, e não simplesmente fazendo performances. Foi lindo e o casal é maravilhoso.

Uma noite linda, todo mundo se divertindo, dançando, tocando, namorando e tudo na paz.




@cajuínas

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Uma noite no subúrbio




Sábado agora fui ao clube River em Piedade (tem razão Márcio, ato falho) para a festa Funk Soul Black. O baile abriu com Dj Corello (quem andou pelos bailes dos subúrbios nos anos 90 sabe quem é, seguiu um caminho diferente do DJ Malboro, foi pro charme ao invés do funk galera)  tocando em vinil, é muito bom ouvir os graves do vinil de vez em quando. Depois Dj Português (cuidado que há mais de um com este nome) entrou com Miami Base, também no vinil e a festa seguiu com shows da Trinere seguida por Stevie B, quem tem mais de trinta lembra dos dois.

Vale a pena a zona sul ir ao subúrbio de vez em quando. A cidade do Rio de Janeiro com sua fama de acolhedora, é na verdade partida e desconfiada. O taxista que nos trouxe de volta, trabalha na Glória, mostrou uma desconfiança indisfarçável com relação aos frenquentadores do baile.

Mas foi tudo de bom, duas pistas, uma principal, onde houve os shows e outra menor tocando soul. A rapaziada mandou ver, aqueles passinhos coreografádos que já não se vê mais. Muita elegância, tranqüilidade, alegria, cerveja e muito som na caixa.

Mais:
http://blackfactory2.blogspot.com/2009/07/bf-isso-sim-e-movimento-funk.html

http://humbertodiscofunk.blogspot.com/





@cajuínas

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Festival de Jazz no Leblon

Fui eu, bobo que sou, chamando mil amigos, ao festival de Jazz ao ar livre no Leblon, neste sábado último. Chego ao festival e assisto Malu Magalhães, logo depois vinha seu namorado Marcelo Camelo. Pelo menos consegui assistir ao Victor Biglione.

Nada contra a Malu, ou o Camelo, mas fui no espírito de ouvir Jazz. Tudo bem, nos intervalos tocava Miles. Mas gente, vamos combinar, né? Isso não é festival de jazz. Não me venham com esse papo de que Jazz é conceito, liberdade, ou o que for. Se há alguma dificuldade em conceituar jazz, pelo menos não há em saber que certas coisas não são jazz. O festival não foi. Tinha um bom vinho e uma boa sopa de cebola, mas jazz...




@cajuínas

domingo, 26 de julho de 2009

Virada Russa, quase roleta russa.

Boa exposição, mas só há um Chagall, nada contra os outros, muitas obras lindas, destaco:






Venka de Filip Máliavin logo na entrada, arrebatadora, parece que tem vida e vai pular da tela.











O Trem Chegando de Aleksandr Labas,















Guerra Alemã de Pavel Filonov, e claro,


Kandinsky (gostei muito da Igreja Vermelha com seu reflexo na água)











e a bala na agulha desta roleta russa de Chagall, Promenade (ganhei horas observando-o).

Porque Roleta Russa? Porque só tem uma bala no tambor. Mas vale a pena (Somente ao vivo é que podemos ter idéia da força das obras, sua textura, luz, pincelada, etc).

Interessante observar as obras desde o período pré-revolucionário até o pós, o ambiente de otimismo com a classe operária chegando ao poder, nos cartazes revolucionários, evocando Lenin e a união proletária, até o pessimismo do período Stalinista, representado por Malevich com seu suprematismo que vai se tornando cada vez mais soturno, representando as pessoas com os rostos negros, sem perspectivas, liberdades, vida.

Até os anos 30, a Rússia, então república cabeça da União Soviética, era vanguarda em todos os campos artísticos, literatura, cinema, teatro, dramaturgia, música, dança, artes pláticas. Então veio Stalin... O resto depois é história.



@cajuínas

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Dica da semana

Quem estiver a fim de curtir alguma coisa cultural maneira e aproveitar pra viajar, a dica é o 41o Festival de inverno da UFMG. Já rola desde o dia 19. Segue o link:
http://www2.ufmg.br/festival09/inicial

Abs


@cajuínas