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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Artes - Luiz Coelho

Achei legal dedicar um espaço pra compartilhar com meus amigos  este belo da trabalho do Luiz Coelho. 

Trata-se de uma coleção sua de ícones. Em recente viagem à Europa, realizei uma busca pessoa com relação à arte sacra cristã. Deparei com alguns ícones na Hungria, que apesar de apostólica tem algumas igrejas ortodoxas e influência oriental; em Paris, no Louvre e na Notre-Dame.




Creio que um belo estudo seria a história da arte cristã e sua iconografia, suas técnicas de representação e sua leitura ao longo desses dois mil anos de cristianismo. Sua origem pagã, sua transformação bárbara e bizantina, seu ápice técnico no renascimento e sua exacerbação no barroco.





Segue as palavras do artista sobre sua obra:
"Os ícones baseiam-se fortemente em símbolos a fim de comunicar um significado maior e espiritual. Como iconógrafo ao longo dos últimos anos, tenho sido abençoado pelo processo de criação de cada um deles.  Este álbum mostra algumas das peças mais recentes que eu “escrevi”.
Os ícones, para mim, são uma luta constante.  Primeiramente, a mídia seca rápido e é difícil de aplicar.  Além disso, minha tendência é tentar representá-los realisticamente, e transformar o símbolo num simulacro.  Assim, o processo de escrita de ícones é um desafio constante contra o que eu quero e o que eu acho agradável em imagens cristãs.  Talvez por isso, os resultados sejam vistos como uma fonte de luz na vida das pessoas."
 Luiz Coelho     



@cajuínas
Paulo Siqueira
www.cajuinas.blogspot.com

domingo, 26 de julho de 2009

Virada Russa, quase roleta russa.

Boa exposição, mas só há um Chagall, nada contra os outros, muitas obras lindas, destaco:






Venka de Filip Máliavin logo na entrada, arrebatadora, parece que tem vida e vai pular da tela.











O Trem Chegando de Aleksandr Labas,















Guerra Alemã de Pavel Filonov, e claro,


Kandinsky (gostei muito da Igreja Vermelha com seu reflexo na água)











e a bala na agulha desta roleta russa de Chagall, Promenade (ganhei horas observando-o).

Porque Roleta Russa? Porque só tem uma bala no tambor. Mas vale a pena (Somente ao vivo é que podemos ter idéia da força das obras, sua textura, luz, pincelada, etc).

Interessante observar as obras desde o período pré-revolucionário até o pós, o ambiente de otimismo com a classe operária chegando ao poder, nos cartazes revolucionários, evocando Lenin e a união proletária, até o pessimismo do período Stalinista, representado por Malevich com seu suprematismo que vai se tornando cada vez mais soturno, representando as pessoas com os rostos negros, sem perspectivas, liberdades, vida.

Até os anos 30, a Rússia, então república cabeça da União Soviética, era vanguarda em todos os campos artísticos, literatura, cinema, teatro, dramaturgia, música, dança, artes pláticas. Então veio Stalin... O resto depois é história.



@cajuínas