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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Contadores de Histórias: um exercício para muitas vozes



Organizado pela Benita Prieto, tem um artigo meu na página 85, onde busco relações entre o cinema e a narração oral.

@cajuinas
www.cajuinas.blogspot.com
Paulo Siqueira


quinta-feira, 21 de julho de 2011

Literatura e seus livros - Boa Ventura! - Lucas Figueredo



Foi dessa forma desordenada e no meio do sertão bruto que pela primeira vez o Brasil se encontrou.
(sobre a descoberta do ouro nas Minas Gerais, séc. XVIII)



Boa Ventura!
A corrida do Ouro no Brasil (1697-1810)

Interessantíssimo livro do jornalista Lucas Figueiredo. Chama a atenção a abordagem do autor sobre um tema interessante: como as utopias milenaristas de Portugal (das quais somos herdeiros diretos) fundamentadas em lendas e mitos, moveram uma nação inteira, criando um projeto nacional que uniu toda a sociedade (aristocracia, clero e plebe) e construiu um império, lançando o povo português no além mar, descobrindo e conquistando terras em busca do reino encantado de Prestes João, onde os palácios eram construídos de ouro, numa odisseia considerada mais perigosa e incrível que a conquista do espaço.

Mais tarde, no século XVI, no Brasil selvagem, mais uma vez, fundamentados em lendas e mitos, dessa vez em busca da montanha de ouro, Sabarabuçu, "o sol na terra", sai o bandeirante e o estado português em incríveis aventuras pelo sertão bruto, onde de cada 10 que iam, somente um voltava. Agora a união é entre o estado português e o filho do reinol com o índio, aquele que seria o primeiro brasileiro, o bandeirante paulista, bárbaro, violento, caçador de índios e obstinado por sua liberdade, que para ele era a distância do estado e do rei português de sua pátria (São Paulo). 

Apesar das opiniões racionais e sensatas dos governantes de Portugal, que demonstravam a loucura que era esta busca, eles persistiram por mais de cento e cinquenta anos e a descoberta do ouro viabilizou o Brasil e como diz o autor: inflamou o mundo. 




A razão, como dizem, sempre está certa, mas por vezes não é transformadora e nesses momentos, a emoção desvairada movimenta homens, estados, povos, corações e mentes.

Vale a leitura.


@cajuínas
Paulo Siqueira
www.cajuinas.blogspot.com

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

La Tregua, Francesco Rosi, 1997


La Tregua
(Francesco Rosi, 1997)

Bela Cena que retrata o retorno do Exército Vermelho, vitorioso pra casa após a segunda guerra mundial. O filme é inspirado no livro homônimo de Primo Levi. Primo Levi compara o espetáculo a uma parada circense. 

A cena em questão é citada no livro Moscou 1941, de Rodric Braithwithe. Interessante livro sobre a cidade de Moscou antes e durante o ataque alemão de 1941, que redundou numa batalha de cinco meses, cheia de heroísmos, tragédias e choque de massas, tanto humanas quanto industriais, culturais, ideológicas e patrióticas.

O autor faz uma interessante abordagem, buscando o lado humano e individual, dentro do tufão que era um conflito de massa como aquele, único na história. Deve-se filtrar sua ideologia extremamente contrária ao regime soviético. Tudo bem, ninguém quer defender o stalinismo, porém, fica a impressão de que o diabo é pintado mais feio do que era. Veja bem, era um diabo e estava pintado, mas... 

Por outro lado, lendo-se o livro, quem não conseguir filtrar a ideologia forte do autor, não consegue entender como o soviético lutou com tanta garra e bravura, entregando à pátria e ao seu povo tudo,  sua segurança física e mental e até mesmo sua vida. Somos levados a crer que tudo se decidiu por quem errava mais, Hitler ou Stalin e obviamente um conflito como a segunda guerra mundial, nunca se poderia decidir em cima das decisões, certas ou erradas, de dois homens, por mais poderosos que fossem. Não é assim que caminha a história.



Acredito que da mesma maneira que os historiadores durante o stalinismo foram tomados pela violenta ideologia ao se debruçar sobre o tema, com o fim do regime a onda revisionista, também tomada de paixão, busca destruir demais os símbolos e memórias soviéticos. Apesar de todos os horrores e erros, aquelas pessoas, o cidadão soviético comum, realmente acreditava estar construindo um futuro socialista e seu símbolo, hoje em dia tão desgastado, era a união dos trabalhadores da cidade e do campo, numa era em que as condições de vida do trabalhador eram as piores possíveis e o capitalismo ainda estava em uma fase muito mais voraz que a atual.



Muita água rolou, muita gente morreu, foi perseguida, massacrada torturada, teve sua família destruída para que as gerações atuais possam discutir democracia nos termos em que são discutidos, e até mesmo utilizar redes sociais para se mobilizar e destituir ditadores com todo apoio mundial.

Vale a leitura e vale ver o filme, com espetacular direção de Francesco Rosi e atuação de John Turturro. A cena é empolgante e o filme consegue transmitir a emoção daquelas pessoas e seu sentimento de gratidão ao exército libertador, como assim era visto o Exército Vermelho ao fim da guerra.

@cajuínas
Paulo Siqueira
www.cajuinas.blogspot.com

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Portal Exame compara 14 modelos de leitores digitais

Matéria da Exame através do Livros e Afins


Para todos os gostos

Compare 14 modelos de leitores de livros digitais

Mercado de ebooks começa aos poucos a crescer no Brasil; conheça os equipamentos que poderão impulsionar essa tendência.


Célio Yanode EXAME.com - 23/08/2010 | 20:07
Em sentido horário: Bebook Neo, Cool-er, Positivo Alfa, Mix Leitor-D, Nook, Kobo, Sony Reader Pocket e Kindle 3

terça-feira, 20 de julho de 2010

Amazon Adds Multimedia to Kindle E-Book Software - By Calvin Reid

Posted by Publisher Weekly


Amazon Adds Multimedia to Kindle E-Book Software 



Amazon.com has updated its Kindle e-book software to support embedded audio and video for the iPad, iPhone and iPod Touch. Among the first Kindle titles to offer audio and video clips are Rick Steves’s London and Together We Cannot Fail by Terry Golway.
Amazon continues to hedge its bets on the future of the Kindle format—originally limited to the b&w e-ink Kindle device—making the proprietary e-book software available on a wide variety of devices and now offering multi-media support for the iPad and iPhone/iPod Touch. Indeed there is speculation in the industry that Amazon may introduce its own multimedia device.
 
Dorothy Nicholls, director, Amazon Kindle, said we can expect to see more multimedia content in Kindle titles. "Readers will already find some Kindle Editions with audio/video clips in the Kindle Store today--from Rose's Heavenly Cakes with video tips on preparing the perfect cake to Bird Songs with audio clips that relate the songs and calls to the birds' appearances. This is just the beginning--we look forward to seeing what authors and publishers create for Kindle customers using the new functionality of the Kindle apps."


@cajuínas
Paulo Siqueira





quinta-feira, 20 de maio de 2010

Código de conduta dos Piratas


Do excelente Livros e Afins


Talvez você imagine que, por serem supostamente bandidos (não poucas vezes contratados e autorizados por seus soberanos), os piratas não tinham um código de conduta.
Bem, eles viviam durante meses dentro de navios e, claro, grupos grandes de homens semi-selvagens (como ainda somos) precisam de regras claras para manter um bom convívio.
Cada capitão e cada navio tinha o seu. O livro Os Piratas Mais Perversos da História, de Shelley Klein – que então leio (o autor do Blog - Alessandro Martins), cita a obra A General History of the Robberies and Murders of  the Most Notorious Pirates, de 1724. Nela aparece o exemplo do capitão Bartholomew roberts, que durante uma viagem baixou as seguintes regras:
1.Todo homem tem direito a voto nos assuntos do momento; tem igual direito a provisões frescas ou bebidas fortes, asseguradas a qualquer tempo, e de usá-las à vontade, a menos que a escassez torne necessário para o bem de todos votar por um racionamento.
2. Todo homem tem o direito de ser convocado, segundo a Lista, ao Conselho dos Prêmios, porque (sobre e acima da sua devida parte) nestas ocasiões tem direito a uma muda de roupa; mas, se lesar a Companhia no valor de um dólar, em prataria, jóias ou dinheiro, sua punição será o desterro.
[Este era o costume bárbaro de colocar o infrator numa praia, em algum cabo ou ilha desolado ou desabitado, com uma arma de fogo, alguma munição, uma garrafa de água e uma garrafa de pólvora, para com isso sobreviver ou morrer de fome. Se o objeto roubado fosse de um dos membros da tripulação, eles se contentariam em cortar as orelhas e o nariz do culpado e jogá-lo na praia - não em um lugar desabitado, mas em algum lugar onde certamente ele encontraria dificuldades]


3. Ninguém deve jogar cartas ou dados por dinheiro.
4. As luzes devem ser apagadas às oito horas da noite. Se algum membro da tripulação, após essa hora, ainda permanecer inclinado a beber, deverá fazê-lo no convés.
[Roberts acreditava que assim reprimiria o vício, pois ele próprio não bebia, mas por fim descobriu que todos os seus esforços eram inúteis]
5. Os tripulantes devem manter suas armas de fogo e alfanjes limpos e prontos para o serviço.
6. Não é permitida entre a tripulação a presença de nenhum menino ou mulher. Se algum homem for descoberto seduzindo alguma mulher e a levar para o mar, disfarçada, será punido com a morte.
7. Quem desertar o navio ou se recolher aos seus aposentos durante uma batalha será punido com a morte ou com o desterro.
8. Nenhum homem deve agredir outro a bordo, e toda disputa, quando as partes não chegarem a uma reconciliação, deve terminar num duelo na praia, com a espada e a pistola: o contramestre do navio os acompanhará até a praia com a assistência que julgar adequada, e colocará os querelantes costa com costa, e depois os fará dar alguns passos. À voz de comando, eles se voltarão e atirarão imediatamente. Se ambos errarem, recorrerão a seus alfanjes, e então será vitorioso aquele que arrancar do outro a primeira gota de sangue.
9. Nenhum homem pode falar em mudar seu modo de vida até juntar mil libras. Se, para conseguir essa quantia, perder um membro ou ficar inválido, ganhará oitocentos dólares do cofre comum, e menos que isso, proporcionalmente, no caso de ferimentos menores.
10. O capitão e o contramestre recebem duas partes do prêmio; o imediato, o mestre e o homem de armas, uma parte e meia; os outros oficiais, uma parte e um quarto.
11. Os músicos devem descansar no sábado, mas nos outros seis dias e noites descansam apenas se receberem autorização especial.
Sim. Pelo menos os músicos podiam descansar no sábado.




@cajuínas
Paulo Siqueira

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ebook da Alice para Ipad - fenomenal.














Abaixo, post do Gatosabido sobre o ebook:
Segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Pró-Livro, em 2008, crianças na faixa etária de 11 a 13 anos leem quase duas vezes mais que adultos na faixa dos 30 anos. Há alguns anos, as editoras tentam fazer com que o hábito da leitura se desenvolva no público infantil como um prazer, não uma obrigação escolar – afinal, levando em consideração que é um público que lê mais, o investimento teria retorno. Em um período de oito anos, 2000 a 2008, o índice de livros lidos por crianças na faixa de 5 anos de idade cresceu mais de 60%.
Especialistas afirmam que o investimento em livros interativos, que pareçam brinquedos ou jogos, são importantes – ao associar a leitura à um momento agradável de brincadeira a criança tende a sentir mais vontade de ler e, além disso, auxiliam no raciocínio e na evolução mental.

Alice no País das Maravilhas, filme da Dysney
Nesta semana foi lançado o eBook de Alice no País das Maravilhas para iPad, o tablet da Apple. Além de visualmente lindo, o livro digital é quase um jogo: ao girar o aparelho, objetos do cenário desenhados nas páginas digitais passeiam pela tela; ao sacudi-lo, os personagens se mexem – tudo linkado à determinada página da história publicada em 1865, por Lewis Caroll e que, provavelmente, fez parte da infância de grande parte dos adultos de hoje.
O livro digital interativo, que é quase um jogo e prende a atenção, é uma opção que deve vingar na sociedade atual. Uma outra pesquisa, da EducaRede, realizada com jovens de 900 escolas de países da América Latina atesta que 50% das crianças entre 6 e 9 anos, possuem um aparelho celular e 53% dessa fatia, usam o telefone para brincar.

Alice no iPad
Diante desses dados, transformar o livro em um arquivo digital, no qual você pode ler a história e brincar com os personagens e objetos do cenário ao mesmo tempo, parece um passo lógico para o mercado editorial. A versão do eBook para iPad da obra de Lewis Caroll é apenas uma das várias que certamente surgirão ao longo deste ano, considerado pelos especialistas com o ano do eReader.
Se gosta de eBooks, compreAlice no País das Maravilhas, de Lewis Caroll, na Gato Sabido.

@cajuínas

Paulo Siqueira

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Romantismo é essencial para os livros na era digital, diz executivo de editora

Reuters- do Globo on line
Mulher lê um livro enquanto espera na fila para comprar o seu iPad / Crédito: AFP Photo
MUMBAI - Com toda a excitação ao redor do lançamento do iPad, da Apple, e a crescente popularidade de aparelhos digitais, está cada vez mais difícil manter o romantismo dos livros impressos, lamenta o principal executivo da editora Penguin, John Makinson. (Vote: Tablets como o iPad podem substituir os livros impressos? )
Até agora, editoras como a Penguin têm lutado para encontrar um modelo online que ofereça bom conteúdo e agrade aos usuários em termos de custo, disse Makinson, durante uma visita à Índia. Mas com o iPad, surgiu uma nova oportunidade de criar um produto eletrônico viável e ganhar poder de barganha com a nova concorrência ao Kindle, da Amazon. (Leia também: Apple adia lançamento internacional do iPad )
O iPad, que fica no meio do caminho entre um smartphone e um laptop, está ajudando a estimular o mercado de tablets que deve chegar a 50 milhões de unidades até 2014 e, com isso, também abrir espaço para livros eletrônicos, ainda um produto de nicho. (Leia também: Afinal, o iPad vale a pena? )
- Dispositivos digitais com telas maiores estão abrindo novas oportunidades para nós com possibilidade de interatividade com os leitores e redes sociais - disse Makinson - São oportunidades não apenas de publicidade, mas também de novos conteúdos e materiais.
Não é apenas uma geração mais jovem que está sendo atraída pelos aplicativos modernos e maior interatividade, mas também leitores mais velhos que se interessam pela possibilidade de, por exemplo, aumentar o tamanho das letras, diz o executivo.
Muitos comparam a indústria do livro com as gravadoras, que viram as vendas digitais ultrapassar a dos CDs, mas Makinson acredita que ainda existe uma conexão emocional com os livros. O executivo estudou história e letras em Cambridge e começou a carreira como jornalista.
- Temos que manter a ênfase na relação emocional do leitor com o livro. Ainda é importante produzir um livro impresso bem acabado, que tem uma boa aparência na prateleira e que pode ser dado de presente a um amigo - afirma ele - E o desafio é não perder de vista o principal, que ainda é o livro. A definição do que é um livro vai mudar, mas há uma tradição, um romantismo do livro que é preciso manter - complementa.


@cajuínas

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O iPad vale a pena? Testamos e analisamos o novo tablet da Apple - do Globo on line


André Machado
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  • MÉDIA: 2,6
RIO - Será que o iPad tudo que dizem? Sim e não. Semana passada, tivemos a oportunidade de dar uma olhada nele aqui na DIGITAL ( Confira o vídeo ). De cara, vemos logo que o design do iPad é muito parecido com o do iPhone, claro. Mas a experiência com os aplicativos se mostra mais sedutora do que no telefone. Os programas já adaptados para o novo aparelho são bem feitos e comprovam que enfim o conceito do computador tablet - do qual ouvimos falar desde que a GRiD Systems lançou seu GriDPad, em 1989 (!!) - chegou para ficar. Entretanto, há um monte de senões na novidade: não tem suporte a USB e nenhuma outra mídia removível, a bateria é embutida, prende o usuário ao "Apple way of life" e por aí vai. Além disso, maior que o Kindle (260g), da Amazon, o iPad (680g) começa a pesar depois de algum tempo de uso. Mas comecemos do começo. (Leia também:Rivais da Apple correm para enfrentar o iPad )
APPS BÁSICAS DE INÍCIO
O aspecto do aparelho é elegante e muito mais bem acabado do que um Kindle (reconhecidamente um produto focado em texto), e o uso da multimídia pelos aplicativos, muito inteligente. Ele vem com programas básicos, como agenda de contatos (em forma de um livrinho), bloco de notas (como um caderno com folhas amarelas), espaço para galeria de fotos, músicas (leia-se iPod), email (pode-se configurar contas de Google, Yahoo!, Exchange etc) e, naturalmente, conexão com iTunes e a loja da Apple. O conteúdo mais interessante? Aí é preciso baixar.
INTERNET E WIFI
A conexão internet (com Safári) via WiFi funcionou corretamente aqui na redação, a despeito dos comentários de consumidores nos EUA sobre o sinal fraco em iPads lá fora. A tecnologia wireless só fraquejou quando levamos o aparelho para o estúdio fotográfico, onde ficou fora do seu alcance.
Entretanto, como num smartphone, a experiência online se dá de maneira mais eficaz através dos próprios aplicativos conectados, e não simplesmente pela navegação. Embora se deva dizer que o YouTube está redondinho no iPad e automaticamente passa seus vídeos em tela inteira quando se vira horizontalmente o gadget (como, de resto, em smartphones em geral). O tablet acompanha essas viradas o tempo todo, colocando ícones e programas no sentido desejado pelo usuário conforme suas ações.
TOUCHSCREEN E TECLADO
A tela de toque é satisfatória e dá segurança ao usuário. É preciso tocar um ícone com alguma firmeza para que ele se abra. As telas são rapidamente acessáveis com uma puxada para a direita ou para a esquerda, e dentro dos aplicativos há recursos como dar dois toques a fim de acessar mais recursos ou abrir os dedos médio e indicador para aumentar a visualização. A digitação no teclado virtual não é confortável (faz até um barulhinho simpático, mas não convence). Um apoio vendido por US$ 70 pela Apple permite acoplar um teclado semelhante ao de um desktop ao iPad, e embora só tenhamos visto esse periférico num vídeo, é bem provável que com ele a digitação tenha a ganhar. ( Leia também: Apple leva videogames a sério com o iPad )
Entre os aplicativos mais interessantes do gadget, estão os ligados à leitura. Vamos a eles.
IBOOKS: SURRA NO KINDLE
Crédito: Mônica Imbuzeiro
O iBooks, baixável gratuitamente para o iPad, é um dos melhores programas do aparelho. A leitura dos livros é mais dinâmica que no gadget da Amazon e permite virar as páginas. No restante não é tão diferente, porque permite aumentar a fonte, marcar texto e favoritar, consultar termos no dicionário e assim por diante. Mas a apresentação da biblioteca virtual é campeã, mostrando as capas dos livros numa estante de madeira - que se vira quando vamos acessar a loja online. Perto dele, o aplicativo do Kindle (já portado para o iPad) empalidece. Verdade, o Kindle cansa menos a vista, mas é possível controlar o brilho do iPad, no fim das contas.
REVISTAS, JORNAIS, GIBIS...
Ler jornal ou revista no iPad é uma experiência multimídia completa. Os aplicativos do "New York Times" e do "USA Today" têm boa navegação e levam a links e galerias de imagens (o do NYT lembrando bem sua identidade web, contra um programinha de imagens impecável do concorrente). Seções, reportagens e anúncios em revistas como "Men's Health" ganham links para vídeos e compartilhamento de conteúdo na internet, ao mesmo tempo que mantêm o visual do produto físico. (Leia também: Conteúdo do GLOBO já está disponível no iPad )
O aplicativo da Marvel Comics para leitura de quadrinhos permite dar zoom em cada seção de uma página e navegar de um quadrinho a outro sem precisar ver a página toda de uma vez. E um aplicativo da série "Toy Story", da Disney, lê em voz alta histórias para crianças, com imagens que se movem como um livro de dobraduras, ao mesmo tempo que permite colorir desenhos dos personagens, entre outras opções. O próprio usuário pode gravar a história com sua voz.
MAS... CADÊ AS MÍDIAS?
A primeira e mais gritante falha do iPad é a falta de suporte oficial a mídias removíveis. Mesmo os netbooks, mais voltados para a mobilidade, têm montes de portas USB. É um pecado o iPad não vir com uma, nem com possibilidade de uso de cartões SD. Isso sem falar da bateria embutida. A Apple, lá fora, garante um iPad novo ao consumidor se a bateria apresentar defeito. Mas não seria mais simples torná-la removível? E o Flash ainda ficou de fora da novidade, assim como o Bluetooth.
ALGEMAS DE MAÇÃ
Como sói acontecer na história do pomar de Steve Jobs e cia., o iPad é um mergulho na vida macmaníaca, talvez necessário para a turma do design, das artes gráficas, mas nem sempre para os pobres mortais. É de se imaginar o que poderia fazer um tablet movido ao sistema Android, do Google, mais aberto.
MAIS BARATO MESMO?
Crédito: Mônica Imbuzeiro
A US$ 500 a versão WiFi de 16GB (US$ 600 a de 32GB e US$ 700 a de 64GB nos EUA), pode-se imaginar que o iPad saia mais barato que um notebook convencional. Entretanto, se contarmos os downloads pagos (US$ 10 cada programa de escritório Apple), mais US$ 30 um apoio simples, US$ 70 um apoio com teclado, US$ 40 uma capa preta...), a coisa vai mudando de figura. Isso sem falar na versão com 3G, que chega lá fora no fim do mês - vai custar mais US$ 130 fora o plano de dados da AT&T. Aqui no Brasil essa história não vai ficar mais barata, se juntarmos à conta a segunda das duas certezas na vida: os impostos.
OS DEFEITOS JÁ APARECEM
Relatos na internet, reportados por vários sites, como a ZDnet, dão conta de que os aplicativos iWork são formatados de maneira diferente no iPad, atrapalhando a vida dos usuários. Outros relatos falam do sinal fraco do WiFi e outros ainda mencionam a falta de drivers para impressão no aparelho (bom, se não tem USB, por que teria drivers para impressoras?). Há também um artigo do próprio suporte da Apple que recomenda tomar cuidado com o calor - nada de deixar o aparelho ao sol. Ele suportaria temperaturas entre zero e 35 graus, e se aquecer demais pode ter problemas para funcionar corretamente. Veja em http://support.apple.com/kb/HT4109 .
CONCLUSÃO
É sedutor? Com certeza. Substitui um notebook? Não: falta a conexão real à "aldeia global", fora da tribo da Apple. Além disso, é mais voltado para leitura e entretenimento do que para a produtividade proporcionada por um sistema mais aberto. Mas ao menos, com o iPad, a ideia de tablet mostrou a que veio.

@cajuínas