Video do Rafael denunciando os institutos de pesquisa.
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Lista de torturadores de A a Z
Deu no wordpress de Bia Kusnhir uma lista de A a Z com os torturadores da ditadura militar no Brasil:
http://biakushnir.wordpress.com/2010/01/12/pequena-lista-para-ser-lembrada-neste-momento/
É extensa...
@cajuínas
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
O craque carioca
Entre os vários crimes que a sociedade brasileira comete, um dos piores e creio sem perdão, sob o qual pagaremos juízo da História, é o que cometemos contra as crianças de rua. Crianças abandonadas nas ruas à própria sorte, expostas à violências de vários tipos, criminalidade, drogas, ao desprezo social, à morte física e/ou moral.
Agora que o crack chegou pra ficar no Rio de Janeiro, andando pelas ruas da cidade, podemos ver crianças, jovens, caídos no chão como que apagados. Eles nem procuram mais marquizes para dormir, mas desmaiam em qualquer lugar.Vez por outra vemos ambulâncias vindo socorrer garotos com overdose. Se observarmos atentamente, podemos perceber, que muito mais do que antes, as crianças de rua, hoje em dia estão idiotizadas, olhar enlouquecido, à beira da loucura no sentido real da palavra.
A sociedade brasileira precisa tomar atitudes rápido. Uma droga como o crack, com alto poder viciante e destruidor, que na verdade é uma forma sintética de cocaína. Com valor baixo, chegou forte pra estes meninos e em pouco tempo vai alcançar a classe média pra valer. Minha sobrinha, com cinco anos, pode ter problemas, e Deus queira que não, daqui há dez anos. Precisamos nos conscientizar, que mesmo que provenhamos aos nossos filhos uma educação perfeita, com muito afeto, companheirismo, valores morais fortes, excelente orientação, cultura e conhecimento. Mesmo assim, há um grau de incerteza quanto às possibildades deles se viciarem que segundo especialistas é de 50%. Sejamos otimistas e consideremos 30%? É uma margem muito alta, há muito risco, é quase um jogo de azar e nestes casos a banca sempre vence.
Precisamos parar com o romantismo com relação aos traficantes, vender drogas pra crianças é um crime monstruoso. A miséria, pobreza, ignorância, podem explicar o embrutecimento do indivíduo, mas não são desculpas para a desumanidade. Pais que abandonam os filhos à sorte, ou que lhes acometem violências, até mesmo sexuais, precisam ser punidos duramente. Seja quem for, não importa seu estado de riqueza ou miséria.
Há muita coisa errada e muito pra se fazer, claro. Mas lugar de criança é na escola durante o dia e no lar à noite. Não consigo concordar em ver crianças à noite e madrugada chegando à praças que se tornam verdadeiras crackolândias.
Precisamos combater as monstruosidades e darmos nossos apoios às instituições e aos homens e mulheres que dedicam suas vidas a isso. Há uma hipocrisia na classe média hoje em dia, que pede política de confrontos, que a polícia entre matando nas favelas e não admite que a PM dê dura num jovem de classe média na rota das boates noturnas. Jovem encontrado com drogas, bebidas, dirigindo bêbado, menor de idade após certa hora nas ruas, tem que ser levado à presença dos pais ou responsáveis, e estes tem que ser cobrados pelas autoridades.
Se a crítica as blitz da PM é a corrupção, então não se dê dinheiro e se pague a penalidade devida caso esteja cometendo alguma infração ou delito.
Um discurso moralista? Pode ser, mas alguém concorda com o que está havendo? Obviamente há outras abordagens ao tema e gosto muito de ouvi-las e aprender. Mas eu realmente acredito que este tipo de questão precisa ser combatido por três caminhos: educação, geração de oportunidades e repressão. É preciso agir logo, são gerações que se perdem nas ruas ou para o tráfico e a criminalidade. O esforço tem que ser de guerra, não importa custo, balanço fiscal, custos políticos, se isso vai favorecer a reeleição ou não de algum político.
Empenho já, total e irrestrito!
@cajuínas
@cajuínas
Reflexões numa tarde de janeiro
Após anos refletindo, cheguei a conclusão que a democracia não existe para respeitar a vontade da maioria. A democracia é um valor pra garantir o indivíduo, seus direitos, sua liberdade e sua individualidade.
Manuel Thedim entre vinhos e grapa.
@cajuínas
Manuel Thedim entre vinhos e grapa.
@cajuínas
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Programa nacional do PPS
Mais um programa do PPS, o qual tive o prazer de dirigir. Este promete revolucionar a forma de apresentar programas políticos ao público, já um tanto cansado da fórmula clips musicais e gente sorrindo. Todo ambientado num formato visual web, o programa convergiu com o site do partido, apontou para um chat, onde logo após a exibição do programa, as pessoas puderam teclar com lideranças partidárias.
O visual web permitiu certas ousadias, como legendar as falas em formato chat, twitter, incidências sonoras específicas, apresentação das lideranças e deputados do partido num estilo youtube.
A dinâmica do corte e da edição também seguiram a lógica web, dando ritmo. Muitas pessoas que costumam sair da frente da televisão se sentiram atraídas.
@cajuínas
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Pergunta que não quer calar
sábado, 8 de agosto de 2009
Detalhes e atalhos

Esta semana, no dia 06 de agosto, o mundo relembrou o ataque nuclear americano à Hirochima. O motivo para a barbaridade é de que seria um atalho para o fim da guerra. Truman buscou um atalho da mesma forma que Stalin buscou seu atalho para o socialismo, Hitler para o nacional-socialismo, Getúlio para o novo, os militares de 64 para o progresso, Chavez para o bolivarianismo, Lula para a sua reeleição de 2014, FHC para sua reeleição de 98, o PT para sua idéia de social-democracia de esquerda.
Se Deus vive nos detalhes, talvez o diabo se esconda nos atalhos. O processo é importante, assim como dizia Guimarães Rosa, tão importante quanto partir ou chegar, é o caminhar...
@cajuínas
Se Deus vive nos detalhes, talvez o diabo se esconda nos atalhos. O processo é importante, assim como dizia Guimarães Rosa, tão importante quanto partir ou chegar, é o caminhar...
@cajuínas
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
O Século XX se agarra à vida, recusa morrer
Sarney, Collor, Renan Calheiros, Paulo Duque, Condefat, Notas frias na Petrobrás, Chavez, bases estadunidenses na Colômbia, Berlusconi, recente massacre da China na província de Xinjiang, ataques do governo isralense, Hamas, PMDB, tropa de choque, o governo colocando os interesses eleitorais acima dos interesses nacionais e republicanos, chantagem explícita senado, bate-boca entre senadores, eleição de dois candidatos e peblicitária, indicações políticas para as estatais...
O Século XX recusa-se a morrer, é natural se agarrar à vida, mas na natureza, o novo tende a sobressair e o velho, seja mais forte ou fraco, se não se adaptar desaparece (como exemplo os dinossáuros).
Foi preciso a primeira guerra mundial e a revolução russa para enterrar o século XIX, espero que o século XXI venha ao mundo de forma mais democrática e com menos custos em vida e sofrimentos.
Exemplos do novo: internet, movimento social e mundial que elegeu o Obama, interação mundial, debates diretos entre os cidadãos, conectividade.
@cajuínas
O Século XX recusa-se a morrer, é natural se agarrar à vida, mas na natureza, o novo tende a sobressair e o velho, seja mais forte ou fraco, se não se adaptar desaparece (como exemplo os dinossáuros).
Foi preciso a primeira guerra mundial e a revolução russa para enterrar o século XIX, espero que o século XXI venha ao mundo de forma mais democrática e com menos custos em vida e sofrimentos.
Exemplos do novo: internet, movimento social e mundial que elegeu o Obama, interação mundial, debates diretos entre os cidadãos, conectividade.
@cajuínas
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Lula, o pizzaiolo que inverte qualquer receita
Mais uma vez o presidente Lula consegue inverter a situação perante a opinião pública. Em seu cinismo extremamente eficiente, acusa a oposição de ser um bando de pizzaiolos, como se a oposição é que quisesse fazer a pizza no caso das acusações à Sarney, quando na verdade, quem quer por panos quentes, tanto nas acusações à Sarney, quanto na CPI da Petrobrás é o próprio governo.
Lula não somente demonstra descaradamente seu desprezo pelas instituições republicanas brasileiras, mais que isso, ele joga o jogo no qual é mestre, enquanto governo discursa como oposição, acusando a oposição como se esta governo fosse.
Mais uma vez, o PSDB, que não sabe ser oposição, deixa o governo virar a mesa e tem que correr atrás do prejuízo.
Lula não somente demonstra descaradamente seu desprezo pelas instituições republicanas brasileiras, mais que isso, ele joga o jogo no qual é mestre, enquanto governo discursa como oposição, acusando a oposição como se esta governo fosse.
Mais uma vez, o PSDB, que não sabe ser oposição, deixa o governo virar a mesa e tem que correr atrás do prejuízo.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Lula, cinismo explícito
Cinismo explícito o de Lula ontem fazendo descaradamente campanha para sua candidata Dilma (com uso da máquina, da pior maneira possível).
Pior, dividindo palanque com Collor (o mesmo que na campanha de 89 usou de artifícios amorais, como o de que Lula forçou sua ex a fazer aborto) e Renan (sim o que teve que renunciar a presidência do Senado, lembra? Agora há pouco tempo...).
Bem, a gente merece...
Pior, dividindo palanque com Collor (o mesmo que na campanha de 89 usou de artifícios amorais, como o de que Lula forçou sua ex a fazer aborto) e Renan (sim o que teve que renunciar a presidência do Senado, lembra? Agora há pouco tempo...).
Bem, a gente merece...
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Tá todo mundo de olho pra onde está o olho do Obama. Mas confesso que também estou de olho no "Target".
Lula tá que nem é com ele, e tem sido assim durante todo o mandato lulático:
-Waldomiro?
- Nem é comigo.
- Mensalão? Ihhh...
- mas o Delúbio vem de origem sindical, ele é mais ligado historicamente ao senhor que ao Zé...
- Já acabou?
E assim vai a caravana chamada Brasil, onde o Sarney tem uma fundação que leva seu nome, mas a direção não é sua, e parece que o dinheiro também... pelo menos não era, porque agora...
Agora o PMDB tem o ministério, e há um mistério, na verdade vários:
Porque de repente a oposição se acovardou?
Porque o assessor do Arthur Virgílio foi fazer mestrado em Ibiza... ah sim, voltamos ao assunto inical, lá em Ibiza também tem muita bunda, parece que pra ver, e muita tomando... aqui também.
Seja como for, de bunda o Obama entende.
Em tempo: o PT e o PSDB têm semelhanças e diferenças... há algumas, mas destaco a principal diferença: o PSDB não sabe ser oposição.
@cajuínas
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Governo Chinês avisa que vai executar sumariamente quem participar de protestos em Xinjiang
Gente, eu perdi alguma coisa? Ou isso é nazismo na veia mesmo??? O que é isso? Cadê a indignação internacional, a pressão pelo respeito aos direitos humanos, aos direitos civis e democráticos?
Quer dizer, golpe em Honduras é um absurdo, mas executar sumariamente manifestantes na China, tudo bem?
A contagem já está em 600 mortos. O que é isso?!! Tipo: eu sou contra- morre!...?
@cajuínas
Quer dizer, golpe em Honduras é um absurdo, mas executar sumariamente manifestantes na China, tudo bem?
A contagem já está em 600 mortos. O que é isso?!! Tipo: eu sou contra- morre!...?
@cajuínas
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Estamos na época das festas juninas, parece que dessa vez Sarney pulou a fogueira.
Em tempos de São João, o presidente do Senado José Sarney pulou a fogueira. Escândalos? Parece que nem é mais com ele. Os jornais já estão tratando de outros assuntos. O presidente Lula é o o pai da noiva da quadrilha (estou falando de quadrilha de festa junina, não confundir com organização criminosa), o marido parece ser o PT, que quis fugir da responsabilidade mas não teve jeito, foi convencido no argumento da mira da espingarda pelo zeloso pai da noiva.
Nessa nossa quadrilha junina a oposição dançou o anarriê, mas quando gritaram olha a cobra, todo mundo pulou, estamos esperando o grito de é mentira pra continuar a dança.
Nessa dança, o par perfeito parece ser o da política com a ética, perdidas no caracol da evolução sem fim desta quadrilha animada (mais uma vez, quadrilha de festa junina, olha, hein, gente?!).
E assim vai o país todo pra fogueira das vaidades, do poder, do descaso e do cinismo...
Nada não, como diria o poeta, após de acabada a festa, e agora José?
@cajuínas
Nessa nossa quadrilha junina a oposição dançou o anarriê, mas quando gritaram olha a cobra, todo mundo pulou, estamos esperando o grito de é mentira pra continuar a dança.
Nessa dança, o par perfeito parece ser o da política com a ética, perdidas no caracol da evolução sem fim desta quadrilha animada (mais uma vez, quadrilha de festa junina, olha, hein, gente?!).
E assim vai o país todo pra fogueira das vaidades, do poder, do descaso e do cinismo...
Nada não, como diria o poeta, após de acabada a festa, e agora José?
@cajuínas
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Educação, fundamental, mas um tanto fora das primeiras páginas dos jornais
Mês passado, postei o primeiro de uma série de artigos com o seguinte tema: Segurança pública, uma matéria multidiciplinar, um tripé. Claro que a educação não deve ser encarada somente como um assunto de mero interesse relativo ao tema da segurança pública. Mas se insere neste também.
Em 2007 estive em Cuba para lançar um filme e realizar outro. Fiquei impressionado que, apesar da pobreza do país, todas as crianças estudam, todos os adultos são alfabetizados, gostam de ler, de poesia, e etc. Claro, Cuba tem uma população em trono de 12 milhões de pessoas. Mas eles buscaram soluções interessantes. Pra começar as turmas têm no máximo 20/25 alunos. Ao invés de construirem grandes escolas, eles pegam casas em cada rua e montam uma escolinha lá. Dá pra pensar nisso aqui, indo nas comunidades, alugando casas e qualificando os proprietários para cuidarem das crianças, buscarem e levarem pras suas casas, etc.
Bem, eu sou bicão no assunto, portanto realizei uma entrevista com o Deputado Estadual do Rio de Janeiro, Comte Bittencourt, especialista no tema, educador e de uma família tradicional do ramo. Em amarelo seguem reflexões minhas.
1- Porque a gestão da educação no Brasil está tão deficitária?
Comte - A educação, infelizmente, não é encarada com a seriedade e a responsabilidade que a nossa sociedade merece. Os governos refletem esse descaso quando optam por não valorizar o professor, o que significa, sim, uma remuneração condigna . Eles resistem em investir no percentual mínimo constitucional. Não tratam a educação como uma política de estado, mas sim como uma política de governo. Em geral, a cada gestor, seja secretário ou ministro, novos projetos são lançados e outros são abandonados. Não há continuidade nas ações. Devemos lembrar que educação não se faz em um dia.
O Brasil investe cerca de 3,02% do PIB nacional em educação, enquanto países desenvolvidos investem cerca de 5%. Claro, há carência: educadores, recursos, infraestrutura, material escolar, gente pra pensar seriamente no assunto.
2- Como mudar a educação da decoreba para uma educação que realmente ajude o jovem a pensar?
Comte – A escola precisa se tornar agradável e útil aos alunos. Só assim vai despertar maior interesse e interação. O melhor seria uma reforma criteriosa no currículo escolar e, mais uma vez, o investimento no capital humano, que é o professor. Certamente, dessa maneira, vamos construir uma escola melhor e mais agradável.
3- O que é a Lei de Responsabilidade Educacional? E como se prevê a sua implantação?
Comte – A Lei foi sancionada em abril deste ano. Com ela, a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) deverá apresentar anualmente à Comissão de Educação da Alerj um relatório com todos os indicadores educacionais da rede pública estadual, até 120 dias após o término de cada ano letivo. A iniciativa é de suma importância para a educação no estado. Entre os indicadores exigidos pela nova lei, podemos citar: as taxas de alfabetização e de analfabetismo; os números relativos à evasão escolar; o total de professores em contratos temporários no estado; os programas relacionados à valorização e capacitação dos docentes, entre outros itens importantes. A implantação é de responsabilidade da Secretaria de Estado de Educação.
4- Como melhorar o nível dos professores e como podemos aumentar seus ganhos?
Comte – Oferecendo acesso e oportunidade para que os docentes invistam em sua formação acadêmica e capacitação e melhorando suas condições de trabalho. Uma melhor remuneração dos professores também ajudaria muito, mas isso depende exclusivamente do desejo dos governantes. Devemos lembrar que essa é uma categoria grande e onerosa, mas deve
ter a prioridade que a educação merece, o que justifica qualquer grande investimento.
Creio que é preciso apresentar a conta pra sociedade. Quanto custa em termos absolutos (quanto x milhões, ou bilhões de reais), e em termos relativos (porcentagem do orçamento). O cobertor é curto, então devemos optar de onde vamos tirar.
5- Como fazer que a educação chegue a 100% dos brasileiros?
Comte – Quando ela for realmente prioridade. Quando as diferentes esferas do governo conseguirem atuar de forma articulada. Os estados precisam implantar seus sistemas de ensino, definindo metas claras e estimulando os municípios a fazerem o mesmo.
A área da educação é uma potencial absorvedora de mão-de-obra. Além de possibilitar que o indivíduo reflita sobre si, sobre sua realidade e se torne mão-de-obra qualificada, precisamos de professores! Podemos contratar esta pessoa. O Brasil vai precisar de professores, de muitos professores, pedagogos, inspetores de alunos, merendeiros, diretores de escola, autores de material didático, etc.
Chegamos no outro ponto deste tripé, o das oportunidades, gerar empregos e criar consuidores. Fica pra próxima.
@cajuínas
quarta-feira, 27 de maio de 2009
PT X PMDB: quem anda com morcego acorda de cabeça pra baixo.
Paga o governo por ter atencipado a disputa eleitoral em mais de um ano.
É assim mesmo numa democracia, o poder se alterna, e assim deve ser. Triste é ver no que o PMDB se tornou. O velho MDB de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, entre outros, com sua importância histórica para o país em sua luta pela democracia. Agora o PMDB de Sarney, de Renan Calheiros e patota.
Culpa nossa, brasileiros que somos, em termos optado por um modelo de país onde apesar da república ser federativa no nome, no fato é um país unitarista, onde o poder central de Brasília se sobrepõe aos poderes locais, transformando os prefeitos em pedintes de verbas, indo em massa ao presidente e à ministra em chefe com o pires na mão.
Hoje em dia um município de dois mil habitantes tem que necessariamente ser uma cópia em pequena escala da organização institucional federal. Se virá a revisão constitucional em 2011, que se discuta um país verdadeiramente federativo, com mais autonomia para os estados e os municípios, para que o poder local, mais próximo ao cidadão, seja mais efetivo. Devemos soltar as amarras do país e deixar que estados e municípios possam escolher sua forma de se organizar e resolver seus problemas. Há estruturas que em São Paulo funcionam, mas no Rio Grande do Sul não fazem sentido e etc.

Os EUA se organizaram assim, legislando estado a estado e o poder central, seja através da Suprema Corte, do Congresso Nacional americano ou da presidência da república entram para corrigir distorções e garantir os direitos civis dos cidadãos e os princípios democráticos que regem o país.
Enquanto insistirmos neste nosso modelo centralista vamos pagar caro ao PMDB, PT, PSDB, DEM ou o que seja, pois os interesses regionais, claro, se sobrepõem aos nacionais. Já que é assim o fato, que seja de fato.
@cajuínas
Culpa nossa, brasileiros que somos, em termos optado por um modelo de país onde apesar da república ser federativa no nome, no fato é um país unitarista, onde o poder central de Brasília se sobrepõe aos poderes locais, transformando os prefeitos em pedintes de verbas, indo em massa ao presidente e à ministra em chefe com o pires na mão.
Hoje em dia um município de dois mil habitantes tem que necessariamente ser uma cópia em pequena escala da organização institucional federal. Se virá a revisão constitucional em 2011, que se discuta um país verdadeiramente federativo, com mais autonomia para os estados e os municípios, para que o poder local, mais próximo ao cidadão, seja mais efetivo. Devemos soltar as amarras do país e deixar que estados e municípios possam escolher sua forma de se organizar e resolver seus problemas. Há estruturas que em São Paulo funcionam, mas no Rio Grande do Sul não fazem sentido e etc.
Os EUA se organizaram assim, legislando estado a estado e o poder central, seja através da Suprema Corte, do Congresso Nacional americano ou da presidência da república entram para corrigir distorções e garantir os direitos civis dos cidadãos e os princípios democráticos que regem o país.
Enquanto insistirmos neste nosso modelo centralista vamos pagar caro ao PMDB, PT, PSDB, DEM ou o que seja, pois os interesses regionais, claro, se sobrepõem aos nacionais. Já que é assim o fato, que seja de fato.
@cajuínas
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Caos Aéreo, como assim? O Brasil precisa entrar nos trilhos.
É fundamental que o Brasil faça sua malha ferroviária em cima dos novos trens super velozes. O trem Rio-são Paulo vai levar mais de dez anos pra ficar pronto, então temos que começar logo. É urgente que se feche ferroviariamente o cinturão Rio-Belo Horizonte-São Paulo. Devemos investir também numa linha São Paulo-Buenos Aires, e noutra São Paulo- Brasília, a qual se entroncaria com o cinturão Rj-SP-BH. Essas linhas são urgentes, a partir daí podemos começar as ligações, DF- Centro oeste, DF-norte, SP-Centro Oeste, Bh-nordeste e Rj-nordeste (pelo litoral).

Esta questão ferroviária é fundamental não somente para o desenvolvimento econômico e para o fluxo de mercadorias, mas vai facilitar a tão sonhada interiorização populacional do país, que só poderá vir a reboque da interiorização econômica. Este fluxo vai diminuir a pressão populacional das capitais litorâneas, ou seja, vai ajudar na solução para o déficit habitacional, da violência urbana, para a falência do sistema de saúde, e para a incapacidade das grandes cidades de prover educação para suas populações.
Brasília foi feita a toque de caixa sem uma malha ferroviária que justificasse sua construção e assim possibilitasse tanto o acesso popular aos poderes federais, quanto o sonho de interiorizar o Brasil.
Esta questão já está mais de um século atrasada. Há possibilidades através das PPPs (parceria público privada) e do financiamento público de se levar o país diante. O custo das passagens pode ficar alto, mas há alternativas, como vagões mais caros (luxuosos ou os mais populares), cabines, e mais, óbvio, vagões restaurantes, vagões bares, vagões cinema, cybercafé, etc, que possibilitariam outras formas de serviço e portanto lucro para as operadoras de trens.
Agora que os atrasos aéreos não publicam mais primeiras páginas escandalosas ou enfurecidas, que não se quebra-quebra mais nos aeroportos, a classe média de dignou, relaxou e gozou e o assunto voou da pauta do dia para aterrisar em uma gaveta de algum ministério obscuro qualquer.
Mas isto é urgente!!!!
@cajuínas
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Prenderam o Batman, agora falta o Coringa! ( o que o transporte público tem haver com isso tudo-fevela, milícia, tráfico?)
Excelente operação que a polícia civil realizou ontem para capturar o ex- PM Ricardo Teixeira da Cruz, conhecido como Batman. Batman foi preso em uma arapuca muito bem montada, assim que chegou em casa, o helicóptero sapão entrou em ação iluminando a casa e a polícia anunciou o cerco. Parece coisa de filme. Parabéns à CORE pela operação (Dr Marcos atual coordenador e quem chefiou a operação).
Batman deu uma entrevista que pode ser vista no youtube, onde podemos observar como funciona a cabeça de um miliciano no Rio de Janeiro hoje. Não se considera criminoso, apesar de admitir explorar o transporte ilegal, e matar traficantes (a quem considera os verdadeiros criminosos). Como todo processo comercial, o miliciano também vai se especializando e assim ramificou suas atividades econômicas nas máquinas de caça niqueis, gatonet, gás, gato d'água, de luz, prostituição, etc. Mas Batman se vê como um injustiçado e na verdade um protetor da comunidade a qual pertence.
As mílicias já mostraram sua face e a sociedade carioca finalmente acordou para o problema, afinal estes grupos conseguem se ramificar dentro do estado, dos poderes executivos, legislativo, judiciário, das administrações públicas, etc.
Não se combate ilegalidade com ilegalidade, assim o carioca entende como deve ser o processo de combate à criminalidade e ao tráfico. Óbvio que o Batman não tem esse poder todo de articulação sozinho, há grupos de comerciantes e políticos apoiando-o e às milícias. Óbvio. Não se pode esquecer que nos primeiro lugares onde surgiram as mílicias, elas vieram da organização dos comerciantes locais para impedir os assaltos. À princípio a população apoiou a iniciativa e com o respaldo popular, veio o crescimento. Não esqueçamos que a própria TV Globo fez uma novela onde mostrava o miliciano como herói.

Mas o estado se ausenta porque a sociedade se omite. As favelas foram surgindo e como avestruzes, procuramos enterrar nossas cabeças para o problema. A favelização é uma solução para o déficit habitacional, mas uma solução à brasileira, a gente finge que não existe, que não vê e até se beneficia do fenômeno, até que ele começa a incomodar. Quando isso ocorre? Quando as blaas perdidas atingem nossos prédios, quando somos assaltados.
Agora as favelas estão aí, são por volta de mil e quinhentas em todo o estado. Assunto pra se resolver com seriedade, a remoção não é possível, a ocupação no modelo do que está sendo feito no Dona Marta, na Cidade de Deus e será feito agora no Leme, exige recursos que provavelmente não teremos. Pra se ter uma idéia, após dois meses de conflitos no complexo do Alemão, dezenas de mortos, a força nacional se mostrando ineficaz para a tarefa (tomou uma surra no único tiroteio em que se envolveu), se apresentou a conta: sería necessário pelo menos um bilhão de reais para se continuar a ocupação, sem contar no custo em vidas e etc.
Um problema do tamanho da nossa falta de sensibilidade. Vejamos: qual família gosta de contratar uma doméstica que more longe e tenha que pegar três ônibus até chegar ao serviço? Muito mais fácil contratar alguém que more perto, que tal alguém da favela do bairro? Por outro lado é um crime sem proporções as condições de transporte no Rio de Janeiro. Uma pessoa que more em Austin, por exemplo, leva quase três horas para chegar ao centro da cidade, sendo transportado em condições piores que o gado que vai pro abate. Daí surge o transporte alternativo... Batman... etc.
Mas se nós queremos melhorar as condições do transporte coletivo e de massas somente pras classe mais pobres, também não vamos conseguir seguir adiante, afinal, o que queremos é resolver os problemas das classes médias (desculpem o cinismo, mas faço uma análise fria).

Na europa e nos EUA, viver nos subúrbios é um luxo da classe média. Não devemos melhorar os transportes somente para que o pobre se mude da Rocinha para Santa Cruz, mas devemos fazê-lo para que possamos também, nós classe média, morarmos em Itaipava e chegarmos ao centro da cidade em vinte e cinco minutos. Para que as empresas possam mudar suas sedes para regiões mais afastadas do centro. Cabe ao governo do estado também fazer sua parte, e começar um estudo visando a transferência da administração estadual para o interior do estado, como fizemos com Brasília. Mas Brasília foi feita à toque de caixa, sem nenhuma malha ferroviária para dar suporte, em cinco anos. Podemos levar um pouco mais de tempo, dez à quinze, ou vinte, criando uma estrutura de transporte, logística e metropolitana.
@cajuínas
Batman deu uma entrevista que pode ser vista no youtube, onde podemos observar como funciona a cabeça de um miliciano no Rio de Janeiro hoje. Não se considera criminoso, apesar de admitir explorar o transporte ilegal, e matar traficantes (a quem considera os verdadeiros criminosos). Como todo processo comercial, o miliciano também vai se especializando e assim ramificou suas atividades econômicas nas máquinas de caça niqueis, gatonet, gás, gato d'água, de luz, prostituição, etc. Mas Batman se vê como um injustiçado e na verdade um protetor da comunidade a qual pertence.
As mílicias já mostraram sua face e a sociedade carioca finalmente acordou para o problema, afinal estes grupos conseguem se ramificar dentro do estado, dos poderes executivos, legislativo, judiciário, das administrações públicas, etc.
Não se combate ilegalidade com ilegalidade, assim o carioca entende como deve ser o processo de combate à criminalidade e ao tráfico. Óbvio que o Batman não tem esse poder todo de articulação sozinho, há grupos de comerciantes e políticos apoiando-o e às milícias. Óbvio. Não se pode esquecer que nos primeiro lugares onde surgiram as mílicias, elas vieram da organização dos comerciantes locais para impedir os assaltos. À princípio a população apoiou a iniciativa e com o respaldo popular, veio o crescimento. Não esqueçamos que a própria TV Globo fez uma novela onde mostrava o miliciano como herói.Tudo, como sempre, começa com a ausência do estado.
Mas o estado se ausenta porque a sociedade se omite. As favelas foram surgindo e como avestruzes, procuramos enterrar nossas cabeças para o problema. A favelização é uma solução para o déficit habitacional, mas uma solução à brasileira, a gente finge que não existe, que não vê e até se beneficia do fenômeno, até que ele começa a incomodar. Quando isso ocorre? Quando as blaas perdidas atingem nossos prédios, quando somos assaltados.
Agora as favelas estão aí, são por volta de mil e quinhentas em todo o estado. Assunto pra se resolver com seriedade, a remoção não é possível, a ocupação no modelo do que está sendo feito no Dona Marta, na Cidade de Deus e será feito agora no Leme, exige recursos que provavelmente não teremos. Pra se ter uma idéia, após dois meses de conflitos no complexo do Alemão, dezenas de mortos, a força nacional se mostrando ineficaz para a tarefa (tomou uma surra no único tiroteio em que se envolveu), se apresentou a conta: sería necessário pelo menos um bilhão de reais para se continuar a ocupação, sem contar no custo em vidas e etc.
Um problema do tamanho da nossa falta de sensibilidade. Vejamos: qual família gosta de contratar uma doméstica que more longe e tenha que pegar três ônibus até chegar ao serviço? Muito mais fácil contratar alguém que more perto, que tal alguém da favela do bairro? Por outro lado é um crime sem proporções as condições de transporte no Rio de Janeiro. Uma pessoa que more em Austin, por exemplo, leva quase três horas para chegar ao centro da cidade, sendo transportado em condições piores que o gado que vai pro abate. Daí surge o transporte alternativo... Batman... etc.Mas se nós queremos melhorar as condições do transporte coletivo e de massas somente pras classe mais pobres, também não vamos conseguir seguir adiante, afinal, o que queremos é resolver os problemas das classes médias (desculpem o cinismo, mas faço uma análise fria).
Na europa e nos EUA, viver nos subúrbios é um luxo da classe média. Não devemos melhorar os transportes somente para que o pobre se mude da Rocinha para Santa Cruz, mas devemos fazê-lo para que possamos também, nós classe média, morarmos em Itaipava e chegarmos ao centro da cidade em vinte e cinco minutos. Para que as empresas possam mudar suas sedes para regiões mais afastadas do centro. Cabe ao governo do estado também fazer sua parte, e começar um estudo visando a transferência da administração estadual para o interior do estado, como fizemos com Brasília. Mas Brasília foi feita à toque de caixa, sem nenhuma malha ferroviária para dar suporte, em cinco anos. Podemos levar um pouco mais de tempo, dez à quinze, ou vinte, criando uma estrutura de transporte, logística e metropolitana.
@cajuínas
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Os neomercenários da era Bush. (ainda estão na ativa.)
Impressionante este livro. Não traz nada de teorias de conspiração, e nem revela nada oculto. É todo referenciado com notas, e suas informações são todas públicas.
O impressionante é a privatização militar americana, em bom português: o uso de mercenários. O Mercenário não tem bandeira, não tem ideologia, não tem escrúpulos, códigos de conduta, nem controle da sociedade.
A Blackwater é a maior empresa de "segurança privada" dos EUA, na verdade, uma empresa de guerra, mercenária, um exército particular. Fatura milhões e seus funcionários não respondem à Convenção de Genebra, ou qualquer lei, quando atuam fora dos EUA não respondem às leis americanas. Ou seja, podem matar, torturar, passar com os carros blindados por cima, atirar antes de qualquer ataque, enfim, tudo aquilo que achamos que só acontece em filmes.
A Blackwater está envolvida nas chamadas "ações encobertas" do governo americano na luta contra o terrorismo, ou: "Black bag". Isto significa aquilo que realmente parece, estiveram presentes e Abu Ghraib, e outros centros de tortura, sabotagens, operações secretas, assassinatos de líderes políticos, e toda a sujeira que pode estar escondida por baixo desta água escura.
A empresa surge dentro da idéia ultra-conservadora liberal que apoiou o governo Bush e se baseia em princípios cristãos conservadores americanos: liberdade absoluta de mercado, contra o aborto, contra o homossexualismo, a favor da abstinência sexual, a favor da família e do casamento, contra outras religiões e principalmente a favor da guerra como instrumento legítimo de implementação dos seus ideais.
Muito preocupante. Vejamos o que o Obama vai fazer com eles. Eu posso estar maluco, mas isso me parece uma séria ameaça à democracia e aos direitos humanos e civis em todo o mundo.
@cajuínas
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Programa do PPS
O Programa do PPS foi ao ar e a resposta foi muito positiva. Coloco duas vinhetas que ilustraram o espírito do programa. O conceito é o de modernidade, com a cara do povo brasileiro, e demonstração de carinho pelo país (a bandeira contracena com os modelos) .
Um gaiato me manou esta montagem (desculpem, mas é engraçado):

@cajuínas
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