quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Nossa Ilha de Edição, autor Miguel Sento Sé

Ilha de edição que chamamos de Ilha da Caveira.O Autor da foto Miguel Sento Sé (vulgo Chico Bento). Trabalha conosco na fotografia de video e still. Aluno da Óficina de cinema da Ópera Prima, já começa a dar seus vôos solos. Dirigiu o filme Jogatina.



quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Amantes, Joaquin Phoenix, um grande ator num grande personagem.


Amantes (James Gray) é um filme sobre um personagem bipolar (Joaquin Phoenix). Leonard transita entre o homem que se atira de cabeça em uma paixão, ao homem que é prático e se adapta à realidade. Esses dois pólos são representados por sua namorada Sandra (Vinessa Shaw) e por sua paixão platônica, Michelle (Gwineth Paltrow).

Há vários aspectos do filme que podem e valem ser discutidos, a fotografia(em certos momentos dura, silhuetada, com sombras nos olhos do atores, e em outros com compensações artificiais), planos fechados e movimentos de câmera. O trabalho da equipe de edição de som que é espetacular (pode-se comparar, por exemplo, a mixagem das falas de Leonard e Michelle no terraço e na belíssima cena em que falam por telefone enquanto se olham pela janela. Na primeira, as falas estão com ecos e na segunda, são sussurradas e comprimidas, sem reverberação. - aliás, a atuação de Joaquin nesta cena é especial). A edição de imagem que se alterna em antecipações e atrasos em relação à sonorização e aos momentos dramáticos do filme. A direção de arte que é belíssima e claro a direção que conduziu magistralmente o elenco e todo o resto, contando a história não somente pelo desenrolar do roteiro, mas pela composição do personagem de Leonard, pelas opções de fotografia, música, sonorização, arte edição e etc.

Mas vou me ater a três cenas em sequência que ilustram bem o quanto a direção foi feliz: Na casa de Leonard (fotografia em tom quente), ele escuta um cd de Ópera (tem que ver o filme para entender o contexto), ele recebe Sandra e os dois transam, ela vai embora sem que ele a leve à porta, e o cd ainda não acabou. Ou seja, percebemos, através da edição de som, que a transa foi rápida.


Através da fotografia, percebemos o amanhecer no rosto de Leonard que dorme e vamos para a cena seguinte. Leonard e Michelle têm sua primeira cena no terraço do prédio, onde ele se revela para ela, que o rejeita e assim os dois têm que se afastar. A fotografia é fria, o céu cinzento, as falas têm eco. A mis en scene se dá pelas frestas das paredes de uma pequena capela no terraço, por vezes vemos os personagens, por vezes se perdem atrás das paredes, planos médios e poucos cortes (belíssimo) O som da porta puxa o corte pra cena seguinte, onde no quarto de Leonard, em meio à bagunça, há o plano na sua máquina fotográfica.

Corta para uma sequência de fotografias em preto e branco, fotos artísticas de Leonard (que antes só fotografava paisagens), de sua namorada, sua mãe e do bar mitzvah do irmão de sua namorada. Daí se corta para o próprio bar mitzvah, ou seja, fomos à frente no tempo, com as fotografias, e agora voltamos, para o bar mitzvah, já que as fotos reveladas do mesmo, indicam um tempo posterior. Agora, durante o Bar Mitzvah, vemos Leonard fotografando (as fotos que resultarão naquelas que vimos agora há pouco),a fotografia é quente. Planos gerais, muita gente, muitos cortes de cena. Muita alegria em contraste com a cena do terraço de tristeza e angústia.


Faltou sujar um pouco mais a Michelle/Gwyneth, o máximo que se vê é um borrão no rímel quando ela chora. Mas na cena que sai do hospital, está maquiada, corada, cabelo penteado, por favor, né? Ela acabou de abortar após sangrar sozinha em casa, deveria estar magra, com olheiras, mal-hálito (se representaria pela desconstrução da estética da personagem), mas talvez os agentes da atriz não tenham permitido...



A composicão do Joaquin está ótima, com sua timidez, sua cabeça meio pendente, seu olhar... Elias Koteas é outra referência, está ótimo...





@cajuínas

sábado, 29 de agosto de 2009

Se Beber Não Case, como bebo sempre...





Se Beber não Case, divertidíssima comédia masculina de Todd Phillips. É um bom filme para se discutir quem é o protagonista. Quatro amigos vão a Las Vegas para a despedida de solteiro de Doug, ele é o primeiro a aparecer no filme, no ato I, ou no princípio (a primeira meia-hora de filme, onde se apresenta quais os personagens, suas realidades, frustrações, seu ambiente, e qual história se irá contar). Depois aparecem pela ordem Alan, Phil e Stu.




Doug é o noivo, com uma linda noiva,








Alan é o cômico, meio débil, o arquétipo do pícaro,












Phil, o bonitão, rebelde, insatisfeito com a vida que tem, transgressor.







Stu nem é o cômico, nem o bonitão, nem é médico, mas dentista, tem uma namorada megera, mas se conforma conforma com a vida que leva e planeja casar com a namorada.








O primeiro ato termina em um drinque no telhado do hotel e o segundo começa no quarto, na manhã seguinte. O quarto está uma zona, uma prostituta sai do quarto, tá tudo quebrado, revirado, há uma galinha (que ninguém explica, devem ter tirado a explicação no corte final), pasmem, um tigre e pior, um bebê. O primeiro que aparece no segundo ato (ato de enfrentamento, onde a aventura se desenrola) é Stu, Doug está desaparecido, eles têm que descobrir onde está o amigo, e mais, o que aconteceu na noite anterior, já que ninguém se lembra de nada. É um filme da busca de um amigo desaparecido e mais, da busca da memória do que aconteceu na noite anterior.



Perguntei para alguns funcionários, estagiários e alunos da Ópera Prima quem é o personagem principal. Teve quem arriscasse Phil, por ser o bonitão. Mas na verdade quando tentamos definir quem é o protagonista, ou o arquétipo do herói, aquele através de quem iremos viver a aventura dramatúrgica, devemos nos perguntar quem sofreu a grande transformação ao longo do filme. Essa transformação compreende aprender algo, vencer desafios, se sacrificar, abrir mão de coisas importantes e, principalmente, vencer sua falha trágica, ou o aspecto de sua personalidade que se o protagonista não superar, irá levar à sua falha ou derrota em sua jornada através da aventura.




Doug some o filme inteiro e só reaparece ao final, quando é resgatado. Nada perde, nada aprende, termina como começou. Alan é um personagem cômico, serve como contraponto para que os outros personagens possam viver suas aventuras. Phil volta para sua esposa e filho, pára de reclamar e retoma o casamento. Já Stu vive todas as etapas do herói, e não é à toa que o segundo ato começa com ele acordando. Stu aprende a enfrentar a vida, admite ser dentista, arranca um dente de si mesmo (o sacrifício, a prova pelo desapego), acha o amigo desaparecido, se apaixona por uma prostituta e manda a namorada megera à merda. Sua falha trágica era justamente a incapacidade de enfrentar a vida e a realidade, aceitar ser dentista e que foi traído pela megera, a qual, apesar de amar, descobre que não vale à pena. O anel de sua avó, orgulho de sua ascendência judaica, apesar de recuperá-lo (o havia dado de presente para uma prostituta com a qual casa no auge de uma bebedeira), prova de insatisfação com a vida, simboliza seu apego a uma vida falsa. E por que o recupera naquele momento do filme? Porque ainda não estava pronto para enfrentar a vida e se transformar num homem diferente, mais seguro e firme.





Acreditem em mim, eu não contei o final, nem nada demais, há muita coisa pra rir e descobrir com o filme. Vale a pena pra quem quer se divertir. Assistam aos créditos...







@cajuínas

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Quebra Cabeça, curta de faculdade do nosso estagiário.

Trabalho de faculdade do Diego, Elvis, Leite. Estagiário da Ópera Prima em edição. É isso: aprende um pouco aqui, um pouco acolá e acaba dando uma de metido e sai por aí fazendo filmes....

Muito legal.








@cajuínas

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Contando O Contador de Histórias.


O Contador de Histórias (Luiz Villaça) é um filme com vários méritos. Um belo filme com um elenco infantil muito bem aproveitado, uma direção de arte (Valdy Lopes JN) espetacular (como eles acharam tantos carros antigos?), os móveis, as paredes, os cortes de cabelo, as roupas, as cenas nas ruas, os ônibus, e é uma delícia a citação ao astro mirim dos anos 70-80, Gary Colleman, feita na cena do assalto. Impressionante as cenas externas, os figurantes impecáveis, até a favela em dois períodos diferentes, os carros passando (tá, vou ser chato, na cena em que se associa os pivetes a um time de futebol, a vitrine de uma loja tem em evidência as camisas do Flamengo e do Fluminense, e não dá pra ver as camisas do Atlético ou do Cruzeiro.)


A edição de som- Miriam Biderman, Ricardo Reis- (Graças a Deus, né gente? Porque desenho de som não dá, vai ser americanista assim na...) é um show a parte, tanto descritiva quanto crítica. Econômica no uso da trilha sonora (que aliás é linda, que diferença uma trilha executada por orquestra de verdade, né?) lhe dá assim mais peso. Na cena em que Roberto se tranca no banheiro, através do som de passarinhos ao fundo, antes mesmo da dica da fotografia, percebemos o amanhecer na cena, e assim segue por todo o filme.

Fotografia bela e inteligente (Lauro Escorel), afinada com as condições dramáticas do filme. De tonalidade geralmente fria, nos momentos de emoção ou de tragédia dos personagens, se apresenta quente (cena da violação do menino, por exemplo). Lindo take do cinzeiro na cena em paralelo entre a francesa Margherit e a assistente social enquanto Roberto, em casa, tem sua cena que leva ao clímax do personagem e do filme. (o momento do primeiro abraço entre os dois e a confissão de amor).



O roteiro trabalha dentro dos conceitos de ganchos dramáticos (no início Roberto cita sua felicidade em enrolar pipas na fiação da favela, e ao final, na cena em que Roberto reencontra a mãe, há pipas velhas e rasgadas presas à fiação.) Mas falha ao apresentar como grande antagonista (enquanto personagem pois dramaticamente é a incapacidade de reconhecer o amor) de Roberto, outro menino de rua, Cabelinho de Fogo, por mais que cite nos diálogos da assistente social ou na rápida edição sob narração os maus tratos e as condições sociais que levam um menino àquela situação, do ponto de vista da ação dramática, ou, o que vai realmente se fixar na emoção e memória do expectador, é Cabelinho de Fogo violentando Roberto e lutando contra ele pelo gravador. Então, do ponto de vista das etapas dramáticas que o arquétipo do personagem de Roberto tem que vencer para se tornar digno do amor e sair daquele drama da vida cotidiana brasileira, é naquela luta em que há o gancho dramático que levará ao clímax (o amor, já citado).




A direção teve o mérito de levar com maestria o projeto ao fim, com um belo elenco e com tantos craques nas diversas áreas do filme. Nos apresenta emoção, humor e crítica social, assim como a perspectiva histórico-cotidiana, ou da vida privada da época. A opção por um narrador, sempre perigosa, por se tratar de uma interferência da linguagem épica (literatura) e narrativa (tradição oral, contar histórias) deveria se dar, para evitar o ruído maior, em se gravar o ator com os textos decorados, pois o ator lendo é perfeitamente perceptível, além da gravação ter se dado em estúdio, e não em uma praça, onde naturalmente se apresenta o Roberto Carlos real, dando à narração um tom mais acentuado da tão criticada "voz de Deus".



O filme tem mais um mérito de trazer à discussão novamente, a questão dos menores abandonados, nessa época em que o meio ambiente nos toma as pautas jornalísticas (claro que é um assunto também fundamental). Mas os meninos e meninas de nossas ruas estão novamente mergulhando na invisibilidade (de onde nunca saíram). A classe média se exime, afirmando que essas mulheres miseráveis não deveriam ter tantos filhos, ou seja, estas crianças não deveriam nem nascer/existir. Mas elas existem e são seres humanos,expostos ao relento, à violência, criminalidade e outras barbaridades. Neste contexto terrível, quem oferece a essas crianças uma possibilidade de socialização é o crime organizado. Oferece um grupo, uma função neste grupo, respeito, dinheiro, hierarquia e mais, uma vida com prazeres e curta.







Quanto ao Roberto Carlos ser um entre os dez maiores contadores de histórias do mundo... Ele é maravilhoso, mas essa afirmação é muito polêmica, afinal, contar histórias, ou narrar, não é um valor matemático que se possa medir quem é melhor. Temos que levar em conta questões culturais (como o humor que muda de país pra país), históricas, sociais, identificação e etc.

O site está ótimo, vale conferir,o filme também.





@cajuínas

sábado, 22 de agosto de 2009

Tempos de Paz digitais. Um filme que caminha do naturalismo ao lúdico teatral


Tempos de Paz, novo filme de Daniel Filho e de sua produtora Lereby, é um filme interessante pra quem quer observar um trabalho de ator.

O filme tem fortes traços teatrais (é saído de uma peça), e ao fim, deixa de ser um denúncia da ditadura Vargas, dos métodos fascistas, para se declarar uma obra de amor ao teatro.


Tony Ramos está excelente com a caracterização quase Hitler de seu personagem Segismundo. Destaco seu monólogo onde descreve os métodos de tortura, sua frieza e o tom casual que dá ao depoimento é espetacular. Para atores, observar também a cena em que come um pão molhado ao café com leite. Muitos atores têm dificuldade em atuar comendo.

Dan Stulbach compõe um personagem teatral, e através de seu monólogo em que tenta fazer Segismundo chorar, rasga a linguagem naturalista do filme e apresenta uma forma teatral lúdica em sua declamação, na decupagem da fala, em suas ações físicas, a direção colabora, com a iluminação, sonorização, planos médios, mis en scene, enfim, sua proposta.


O filme começa com imagens reais da segunda guerra mundial e termina com uma apresentação teatral num palco improvisado, onde torturadores do regime varguista em queda, torturados e imigrantes sobreviventes dos horrores da guerra assistem juntos. A mensagem é clara: o Teatro tem sua função de dar ao homem sonho e esperança. O conceito também é claro, o filme começa numa linguagem realista-naturalista de denúncia da opressão para uma linguagem lúdico teatral, onde o homem pode sonhar junto.

Creio que o filme, ao início, nos prepara para um embate que realmente não ocorre, um imigrante (Closewitcz) cheio de mistérios que chega ao Brasil, um torturador que tem que investigá-lo e que tem o poder sobre seu destino, um comunista (Dr. Penna) que ao sair da cadeia sai em busca de seu carrasco, Segismundo, o mesmo torturador que confronta Clowsewicz.

O roteiro por caminhar nesse ambiente ambíguo, não conseguiu provocar o que evocava Aristóteles, horror e piedade, pois se por um lado há o reconhecimento (descobre-se da vida e dos objetivos dos personagens, seus passados e suas esperanças), por outro as peripécias (boa ou má fortuna), ou seja, os acontecimentos ao longo do tempo dramatúrgico, não conseguem, ao mudar a postura naturalista para a lúdica, darem o nó necessário, portanto, o clímax se esvazia.




A fotografia é feita em alta-definição digital 4k, um formato que tende a se impor no mundo do cinema. O formato 4k, por ser bem maior do que a tela de cinema atual, permite o reenquadramento, e há alguns takes em que este recurso foi usado, destaco na fala em que Segismundo e Closewitcz estão ambos em quadro e Segismundo brada: Absurdo!- seu personagem obtém um desfoque digital, não ótico. As temperaturas obedecem aos padrões: externa fria, interior quente, mas na sala de interrogatório, há misturas de luzes e tonalidades (indentifiquei uma descontinuidade de fotografia, que esquenta num plano de volta para Closewitcz, durante o interrogatório). A colorimetria digital deixa sua marca, e em alguns pontos esquenta demais, a saturação explode um pouco. Optou-se pelo uso maior de planos médios e gerais do que o de primeiros planos em tele, com o fundo desfocado, o que me surpreendeu por se tratar de um filme onde o conflito se dá entre dois personagens em seus dramas e expectativas de vida.



A edição é muito interessante, num filme de planos médios, gerais e americanos, nos surpreende com alternância de eixos, e sua dinâmica a serviço da história. A sonoplastia marcou ponto na cena em que se ouve um rádio, e de acordo com o plano há uma mixagem espacial diferente do som desse rádio, mas ficou aquém na malha sonora apresentada, assim como em certos diálogos que pareceram dublados com sua mixagem estranha. O som do navio anunciando sua partida é um presente ao espectador, exemplo de sonoplaista à serviço da ação dramática do filme. A trilha sonora careceu de força (estou criticando o Egberto Gismont?), mas me pareceu dramática demais, a música tema é belíssima, mas o tom musical foi no geral melodramático. Faltou a trilha seguir o rumo do filme, creio que o excesso do momento naturalista do filme se contrapõe à beleza e força do monólogo tetaral de Closewitcz. Senti que faltou um pouco de profundiade na mixagem da música (merecia uma orquestra ao invés de sintetizadores, né?).

Há efeitos especiais interessantes, como a mão do Dr. Penna (nome sarcástico, não?), mas o navio não ficou tão convincente.





Do meu ponto de vista filosófico pessoal, acho perigoso apresentar o personagem de um torturador com um perfil psicológico infantilizado, de um órfão apegado à irmã e que cumpre sem pestanejar as ordens de seu protetor, como um fiel cão de guarda. Em se tratando dos crimes de um estado, como os muitos que o estado brasileiro cometeu ao longo de sua história, tanto os mandantes como os executores eram cúmplices, não somente nas atitudes como nas ideologias por trás das ações. Nestes casos, não importa tanto o que sente um homem, mas o que ele faz. A tortura ou qualquer opressão é infame. Bela descrição quando Segismundo declara: Eu sou o regulamento. É isso que se dá em qualquer tirania ou ditadura, alguém imbuído de poder, se torna o estado, as regras, o dono de destinos, o bem e o mal.

A Lereby se propõe a realizar um cinema com viabilidade econômica, o que é certíssimo, pois um filme é, além de uma obra de conteúdo artístico, um empreendimento empresarial, onde se contrata mão de obra, se produz e se vende o produto. O filme procura se enquadrar nesta nova fase comercial da área, onde a palavra é convergência de plataformas, veio de uma peça de teatro, foi para o cinema e tem vários braços na internet. O próximo passo do cinema é realmente ter uma dinâmica maior nos celulares e internet, com cenas que mostrem o destino de cada personagem, documentários de suporte e etc.

Vale a pena.




@cajuínas

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Sabedoria Carioca


Conversa entre feirantes:

- Rapaz! A pior coisa é o sujeito te convidar pra jantar na casa dele e quando você chega, já diz assim: - Sinta-se em casa.- Já sabe que se a casa é sua, é porque você vai lavar a louça.









@cajuínas