quarta-feira, 6 de julho de 2011

Música - Grimpando - Camerata Brasileira




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Paulo Siqueira
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Programa Nacional do PPS junho 2011

Mais um trabalho da rapaziada daqui da Ópera Prima


Todo mundo acordando às 3:00 da manhã e indo dormir lá pra meia-noite. O couro comeu, mas valeu a pena.
Um grande abraço à toda equipe que realizou um trabalho fantástico.

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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Série Violões - Baden Powell: Deixa (Tempo Feliz, 1966)


Baden Powell, grande mestre numa de suas performances mais emocionantes: Deixa, composta em parceria com Vinícius de Moraes.


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Coleção Belas Cenas do Cinema - A Um Passo da Eternidade (From Here to Eternity - 1953)



A lendária cena do beijo na praia entre Sgt. Warden (Burt Lancaster) e Karen (Deborah Kerr). Talvez o frame mais conhecido da história do cinema. Um grande filme com um grande elenco (participam Montogomery Clift, Frank Sinatra, Ernest Borgnine).


O filme conta a história de um quartel no Havaí, um pouco antes do ataque japonês a Pearl Harbor. O filme consegue, mesmo ainda no período macartista e portanto, conservador estadunidense, tratar daqueles homens, heróis do país, no olho do furacão da guerra fria, ainda envolvido na guerra da Coréia, dando-lhes dimensões humanas bem complexas. O filme trata de despotismo, alcoolismo, insubordinação, liberdade, o quanto esta custa, de firmeza de caráter, amizade, infidelidade conjugal, vício, como a hierarquia militar permite que superiores persigam e até mesmo matem seus subordinados, trata das injustiças do sistema militar, da impossibilidade de vencê-lo e até mesmo contrapõe a fragilidade física dos perseguidos perante seus opressores.



Ganhou 8 estatuetas no Oscar de 1954 (teve 13 indicações), entre elas ganhou: melhor filme, melhor direção,  melhor roteiro, melhores atores e atrizes coadjuvantes. 

Filmaço!

leia também Alt Film Guide

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terça-feira, 12 de abril de 2011

Mais uma vez o Rio de Janeiro chora suas crianças assassinadas.



  26 de julho de 1990 - Chacina de Acari
† Viviane Rocha, 13 anos † Cristiane Souza Leite, 16 anos † Wudson de Souza, 16 anos † Wallace do Nascimento, 17 anos † Antonio Carlos da Silva, 17 anos † Luiz Henrique Euzébio, 17 anos † Edson de Souza, 17 anos † Rosana Lima de Souza, 18 anos † Moisés dos Santos Cruz, 31 anos † Luiz Carlos de Vasconcelos, (vulgo Lula) 37 anos † Edio do Nascimento, 41 anos

23 de julho de 1993 - Chcina da Candelária
† Paulo Roberto de Oliveira, 11 anos † Anderson de Oliveira Pereira, 13 anos † Marcelo Cândido de Jesus, 14 anos † Valdevino Miguel de Almeida, 14 anos † "Gambazinho", 17 anos † Leandro Santos da Conceição, 17 anos † Paulo José da Silva, 18 anos † Marcos Antônio Alves da Silva, 19 anos

07 de abril de 2011 - chacina da escola Taso da Silveira
† Karine Lorraine Chagas de Oliveira, de 14 anos † Rafael Pereira da Silva, de 14 anos † Milena dos Santos Nascimento, de 14 anos † Mariana Rocha de Souza, de 12 anos † Larissa dos Santos Atanásio, 13 anos † Bianca Rocha Tavares, de 13 anos † Luiza Paula da Silveira Machado, de 14 anos † Laryssa Silva Martins, 13 anos † Géssica Guedes Pereira, de idade não divulgada † Samira Pires Ribeiro, 13 anos † Ana Carolina Pacheco da Silva, 13 anos † Igor Moraes da Silva, 13 anos


"Quando uma sociedade deixa matar crianças é porque começou seu suicídio como sociedade" Betinho

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011


Mulata Um Tufão nos Quadris


Vale uma conferida neste documentário que debate com 13 mulatas-shows suas vidas, seus sonhos, vitórias, derrotas e principalmente, seu trabalho. Belos depoimentos e belíssimas personagens.

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

La Tregua, Francesco Rosi, 1997


La Tregua
(Francesco Rosi, 1997)

Bela Cena que retrata o retorno do Exército Vermelho, vitorioso pra casa após a segunda guerra mundial. O filme é inspirado no livro homônimo de Primo Levi. Primo Levi compara o espetáculo a uma parada circense. 

A cena em questão é citada no livro Moscou 1941, de Rodric Braithwithe. Interessante livro sobre a cidade de Moscou antes e durante o ataque alemão de 1941, que redundou numa batalha de cinco meses, cheia de heroísmos, tragédias e choque de massas, tanto humanas quanto industriais, culturais, ideológicas e patrióticas.

O autor faz uma interessante abordagem, buscando o lado humano e individual, dentro do tufão que era um conflito de massa como aquele, único na história. Deve-se filtrar sua ideologia extremamente contrária ao regime soviético. Tudo bem, ninguém quer defender o stalinismo, porém, fica a impressão de que o diabo é pintado mais feio do que era. Veja bem, era um diabo e estava pintado, mas... 

Por outro lado, lendo-se o livro, quem não conseguir filtrar a ideologia forte do autor, não consegue entender como o soviético lutou com tanta garra e bravura, entregando à pátria e ao seu povo tudo,  sua segurança física e mental e até mesmo sua vida. Somos levados a crer que tudo se decidiu por quem errava mais, Hitler ou Stalin e obviamente um conflito como a segunda guerra mundial, nunca se poderia decidir em cima das decisões, certas ou erradas, de dois homens, por mais poderosos que fossem. Não é assim que caminha a história.



Acredito que da mesma maneira que os historiadores durante o stalinismo foram tomados pela violenta ideologia ao se debruçar sobre o tema, com o fim do regime a onda revisionista, também tomada de paixão, busca destruir demais os símbolos e memórias soviéticos. Apesar de todos os horrores e erros, aquelas pessoas, o cidadão soviético comum, realmente acreditava estar construindo um futuro socialista e seu símbolo, hoje em dia tão desgastado, era a união dos trabalhadores da cidade e do campo, numa era em que as condições de vida do trabalhador eram as piores possíveis e o capitalismo ainda estava em uma fase muito mais voraz que a atual.



Muita água rolou, muita gente morreu, foi perseguida, massacrada torturada, teve sua família destruída para que as gerações atuais possam discutir democracia nos termos em que são discutidos, e até mesmo utilizar redes sociais para se mobilizar e destituir ditadores com todo apoio mundial.

Vale a leitura e vale ver o filme, com espetacular direção de Francesco Rosi e atuação de John Turturro. A cena é empolgante e o filme consegue transmitir a emoção daquelas pessoas e seu sentimento de gratidão ao exército libertador, como assim era visto o Exército Vermelho ao fim da guerra.

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Paulo Siqueira
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